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    COVID-19 no mundo no final de março de 2021 (98)
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    Dados como idade, sexo, estado de saúde e a dose aplicada podem apontar possíveis prognósticos sobre efeitos colaterais em pessoas que já foram vacinadas contra o coronavírus.

    Embora ainda não se possa prever exatamente como alguém responderá a uma vacina contra a COVID-19, ensaios clínicos norte-americanos mostram que os efeitos colaterais são geralmente mais pronunciados entre mulheres e adultos jovens, especialmente após a segunda dose, e os mais comuns são dores e inchaços no local da injeção.

    No ensaio clínico da Moderna, quase 92% dos participantes desenvolveram esses efeitos colaterais, no ensaio da Pfizer 84% e 49% no da Johnson & Johnson. A fadiga, ou seja, um cansaço corporal pós-vacinação, também foi bastante relatado, segundo o Business Insider.

    Mulheres mais propensas a sentirem efeitos pós-inoculação

    O sexo feminino pode esperar ainda mais por esses efeitos colaterais. Em uma pesquisa realizada pelo Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês), após análise da reação de 14 milhões de norte-americanos vacinados, os resultados mostraram que cerca de 79% dos casos de efeitos colaterais relatados ao CDC vieram de mulheres. Os médicos suspeitam que a diferença tenha a ver com os diferentes níveis de estrogênio no corpo de mulheres e homens.

    "A testosterona tende a ser um hormônio imunossupressor e o estrogênio tende a ser um estimulante imunológico. Portanto, é mais do que provável que seja o hormônio estrogênio, é por isso que as mulheres tendem a ter mais efeitos colaterais", disse o dr. Vivek Cherian, médico no Hospital de Baltimore citado pela mídia.

    Jovens se sentem mais cansados do que pessoas idosas

    Outro dado importante levantado na pesquisa é que adultos mais jovens podem se sentir mais abatidos após injeções do que as pessoas mais velhas. Isso aconteceria porque o corpo jovem é mais vigoroso na defesa contra invasores estrangeiros (como a proteína introduzida por meio de uma vacina), o que demanda uma carga maior de energia corporal. Após injeção com a dose da Moderna, por exemplo, 57% das pessoas com menos de 65 anos desenvolveram efeitos colaterais, em comparação com 48% de pessoas com mais de 65 anos. 

    A 1ª dose pode ser mais impactante que a 2ª

    Se tratando de inoculação, outras taxas que apresentam maiores efeitos colaterais ocorrem em quem já recebeu a primeira dose da vacina. De acordo com estudo da Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York, cerca de 73% de vacinados com a primeira dose desenvolveram efeitos colaterais após a primeira injeção da Pfizer ou Moderna, em comparação com 66% dos recipientes da vacina que nunca foram infectados antes.

    Pessoas com saúde já debilitada não relatam efeitos colaterais mais fortes

    Uma boa notícia em relação a pacientes que já apresentam o sistema imunológico enfraquecido, como pessoas em tratamento com câncer, é que a aplicação da vacina não leva a efeitos colaterais mais fortes.

    "Sua resposta imunológica essencialmente determina seus efeitos colaterais, então, se você for imunocomprometido, pode não ter necessariamente tantos efeitos colaterais, mas ainda assim deve ser vacinado", disse o dr. Cherian.

    Porém, as vacinas podem apresentar uma eficácia menor do que na média das pessoas com o sistema imunológico sem doenças prévias, segundo a mídia. 

    Como a vacinação contra a COVID-19 ainda caminha a passos lentos em uma visão global, novos estudos futuros poderão oferecer um diagnóstico mais aprimorado sobre os efeitos pós-inoculação. Atualmente, 400 milhões de pessoas foram vacinadas em todo o mundo de acordo com o Our World Data de Oxford, gerando um grande contraste com a população mundial de 7,6 bilhões de pessoas.

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    COVID-19, novo coronavírus, vacina, tratamento
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