10:52 11 Abril 2021
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    O sal teria sido uma mercadoria rara e altamente valiosa no período neolítico, pois permitia que os alimentos fossem preservados para uso durante o inverno.

    Uma nova descoberta arqueológica em North Yorkshire, Reino Unido, provou que no período Neolítico se produzia sal na região. Ou seja, há cerca de seis mil anos, antes da construção do monumento Stonehenge e mais de dois mil anos antes que se pensava, os humanos produziam sal no norte do Reino Unido, tornando o local um dos mais antigos lugares de processamento de sal na Europa Ocidental.

    "[A descoberta] muda nossa visão sobre a da capacidade [dos primeiros neolíticos] de cultivar, preparar e cozinhar alimentos. Precisamos pensar na dinâmica de como esse processo industrial funcionava e como ele é comercializado e distribuído. Isso muda a forma como essas pessoas são vistas, como agricultores, para pessoas que estão realizando um nível de processamento industrial e distribuindo este produto em uma área", afirma Steve Sherlock, arqueólogo que liderou a escavação, ao jornal The Guardian.

    As escavações em uma fazenda perto da cidade de Loftus revelaram evidências de processamento de sal, incluindo três lareiras, fragmentos de cerâmica neolítica com vestígios de sal, artefatos de pedra e um poço de armazenamento, todos datando de cerca de 3.800 a.C.

    Essas escavações revelaram uma trincheira contendo três lareiras, centenas de fragmentos de cerâmica (alguns com vestígios de sal) e um poço de armazenamento, todas as principais evidências da produção inicial de sal. Escavação do local da Street House revelando as lareiras (manchas escuras) onde a salmoura foi aquecida

    O sal teria sido uma mercadoria rara e altamente valiosa na época, pois permitia que os alimentos fossem preservados para uso durante o inverno. "As pessoas que podem controlar e gerenciar o sal e distribuí-lo são geralmente os elementos mais ricos da sociedade", disse Sherlock.

    O arqueólogo acredita que os primeiros povos neolíticos teriam coletado água do mar em praias próximas, onde poderia evaporar em uma salmoura concentrada, que era então transportada para o local de processamento e armazenada em uma cova de salmoura, antes que a salmoura fosse aquecida em potes, que eram então quebrados para recuperar os pedaços de sal. É provável que tenham sido trocados por outros bens.

    O fato de que nenhum sítio neolítico antigo comparável foi encontrado pode ser simplesmente devido ao aumento do nível do mar e à erosão costeira nos seis milênios intermediários, conclui Sherlock.

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    Tags:
    escavação, arqueólogos, arqueologia, arqueólogo, Reino Unido
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