22:17 11 Abril 2021
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    Físicos das universidades de Gottingen (Alemanha) e Auckland (Nova Zelândia) conseguiram reconstruir matematicamente os aglomerados microscópicos do Big Bang, as primeiras estruturas do Universo.

    Os primeiros momentos do Universo podem ser reconstruídos matematicamente, embora não possam ser observados diretamente, escreve portal EurekAlert.

    Pesquisadores descobriram que uma rede complexa de estruturas pode se formar no primeiro trilionésimo de segundo após o Big Bang. O comportamento destes objetos imita a distribuição de galáxias no Universo de hoje.

    No entanto, em contraste com a atualidade, essas estruturas primordiais são microscopicamente pequenas. Estes aglomerados têm massas de apenas alguns gramas e se encaixam em volumes muito menores do que as partículas elementares atuais.

    Os pesquisadores foram capazes de examinar o desenvolvimento de regiões de maior densidade que são mantidas juntas graças a sua própria força de gravidade.

    "O espaço físico representado por nossa simulação caberia em um único próton um milhão de vezes", disse o professor Jens Niemeyer, líder do Grupo de Cosmologia Astrofísica da Universidade de Gottingen.

    "É provavelmente a maior simulação da menor área do Universo que foi levada a cabo até agora", observou.

    Os resultados da simulação mostram o crescimento de estruturas minúsculas e extremamente densas logo após a fase de inflação nos primórdios do Universo
    © Foto / Jens Niemeyer / University of Göttingen
    Os resultados da simulação mostram o crescimento de estruturas minúsculas e extremamente densas logo após a fase de inflação nos primórdios do Universo

    Embora as estruturas simuladas por computador durassem um curto período de tempo e posteriormente acabassem por "vaporizar-se" em partículas elementares padrão, os vestígios desta fase extremamente precoce podem ser detectáveis em experimentos futuros.

    "A formação de tais estruturas, bem como seus movimentos e interações, devem ter produzido um ruído de fundo de ondas gravitacionais. Com a ajuda de nossas simulações, podemos calcular a força deste sinal de onda gravitacional, que poderia ser medido no futuro", disse Benedikt Eggemeier, estudante de doutorado da equipe do professor Niemeyer.

    Também é concebível que se possam formar pequenos buracos escuros se essas estruturas sofrerem um colapso descontrolado. Se isso acontecer, eles poderiam ter consequências observáveis hoje, ou fazer parte da misteriosa matéria escura no Universo.

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    Tags:
    pesquisa, Big Bang, astronomia, buracos negros, Universo
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