06:47 25 Setembro 2021
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    Equipe de cientistas norte-americanos descobriu evidências de 109 substâncias tóxicas em corpos humanos, incluindo em bebês recém-nascidos, algo que foi considerado "muito preocupante".

    Um estudo, publicado na revista Enviromental Science & Technology, descobriu mais de uma centena de produtos químicos diferentes nos corpos de mulheres grávidas, cujas fontes e usos são desconhecidos, comunicou a Universidade da Califórnia, São Francisco (USCF, na sigla em inglês), EUA.

    Segundo a pesquisa, realizada por um grupo de cientistas da universidade, estes produtos químicos provavelmente provêm de produtos de consumo ou de outras fontes industriais.

    "Estes produtos químicos provavelmente já estão nas pessoas há algum tempo, mas nossa tecnologia está agora nos ajudando a identificar mais deles", disse Tracey J. Woodruff, professora de Obstetrícia, Ginecologia e Ciências Reprodutivas na USCF, e coautora do estudo.

    As substâncias foram encontradas tanto no sangue de mulheres grávidas quanto em seus recém-nascidos, sugerindo que esses produtos químicos podem viajar pela placenta da mãe e ser passados para seus bebês.

    "É alarmante que continuemos a ver certos produtos químicos viajarem de mulheres grávidas para seus filhos, o que significa que estes produtos químicos podem estar conosco por gerações", lamentou a acadêmica.

    Para identificar os produtos químicos artificiais no corpo das pessoas, a equipe científica utilizou a espectrometria de massa de alta resolução. No total, foram identificadas 109 substâncias, das quais 55 nunca haviam sido relatadas em humanos, e 42 são "produtos químicos misteriosos", que não se sabe ao certo de onde vêm, e em que são usados.

    "É muito preocupante que não possamos identificar os usos ou fontes de tantos desses produtos químicos", disse Woodruff.

    A cientista apelou à Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos a "fazer um trabalho melhor" e exigir que a indústria química padronize os relatórios de seus compostos químicos e suas aplicações.

    "Eles precisam usar sua autoridade para garantir que tenhamos informações adequadas para avaliar possíveis danos à saúde e remover do mercado produtos químicos que representem um risco", instou.

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    Tags:
    EPA, Agência de Proteção Ambiental, Agência de Proteção Ambiental dos EUA, Califórnia, Universidade da Califórnia, EUA
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