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    Pandemia de COVID-19 no mundo em meados de março de 2021 (83)
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    Pacientes com sintomas que pareciam eternos, mesmo após curados da COVID-19, estão relatando melhora após receberam segunda dose de vacina.

    A paciente Arianna Eisenberg, de 34 anos, que apresentou sintomas por muito tempo mesmo após o fim da sua contaminação pelo coronavírus, contou ao The Washington Post que seus incômodos desapareceram 36 horas após receber sua segunda dose de vacina contra COVID-19.

    A mulher disse que sentia dores musculares, insônia, fadiga e confusão mental por oito meses após ficar doente. Esses sintomas são típicos do que ficou conhecido como "COVID longa". Entretanto, ela conta que, um dia e meio depois de receber a segunda dose do imunizante, seus sintomas desapareceram completamente.

    A história de Eisenberg é uma das várias que descrevem um efeito semelhante. O outros jornais internacionais também relataram sobre pessoas para as quais os sintomas de COVID que tinham por muito tempo melhoraram após a vacinação.

    Gez Medinger, um jornalista científico que fez um questionário a 473 pacientes com "sintomas longos" da COVID-19 entre grupos de apoio no Facebook, contou que cerca de um terço dos membros percebeu melhora nos sintomas após a vacinação, relatou o The Verge. 

    Um estudo embrionário da Universidade de Bristol, no Reino Unido, ainda não publicado, analisou a administração de vacinas a pessoas com sintomas longos de COVID-19. Os cientistas deram a vacina a 44 pacientes com "sintomas longos" e compararam sua reação a um grupo que não tomou a vacina.

    Eles relataram que aqueles que receberam a vacina tiveram uma "pequena melhora geral nos sintomas de COVID longos". No entanto, os autores disseram que isso pode ser devido ao efeito placebo e ainda faltam análises para conclusão.

    Conforme relatado no Business Insider, os cientistas também não podem explicar por que a maioria das pessoas que desenvolvem sintomas de longo prazo são mulheres, embora alguns cientistas pensem que pode ser porque as mulheres tendem a apresentar respostas imunológicas mais fortes do que os homens.

    Clínicas de recuperação para pacientes deste tipo foram abertas, mas a condição ainda não é bem compreendida. Os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos receberam mais de 1 bilhão de dólares do Congresso para investigar a "COVID longa".

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    Pandemia de COVID-19 no mundo em meados de março de 2021 (83)

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    desaparecimento, novo coronavírus, COVID-19, sintomas, vacinação, vacina
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