12:44 17 Abril 2021
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    0 21
    Nos siga no

    A Via Láctea e a nebulosa de Andrômeda vão se aproximar daqui a 4,3 bilhões de anos, formando uma grande galáxia elíptica e perdendo seus braços espirais, revelaram astrônomos italianos.

    A fusão de galáxias é o mecanismo chave em sua evolução. A nebulosa de Andrômeda é a galáxia vizinha mais próxima da nossa. Ela tem dois centros ativos, indicando que capturou uma pequena galáxia no passado. Ela está se aproximando da Via Láctea à velocidade de 116 quilômetros por segundo e os cálculos mostram que uma colisão é inevitável.

    Embora as duas galáxias se localizem a 2,5 milhões de anos-luz de distância, elas estão ligadas entre si pela gravidade. Em 2007, vários astrônomos estudaram modelos da fusão destas galáxias, apontando que sua junção pode acontecer daqui a 5,86 bilhões de anos, o que resultaria em mudanças drásticas na forma e estrutura de nossa galáxia.

    Quanto ao Sistema Solar, é muito provável que esteja longe do centro da nossa galáxia e que sobreviva.

    Recentemente, os cientistas da Itália realizaram nova simulação da fusão entre a Via Láctea e a nebulosa de Andrômeda, ajustando os parâmetros do processo. Como os autores apontam, o resultado depende muito da massa da parte invisível das galáxias, isto é, do halo galáctico.

    Acredita-se que este consiste de matéria escura, inacessível aos nossos instrumentos. O tamanho do halo é desconhecido, o que dificulta a determinação da massa das galáxias. Nem se sabe exatamente onde a Via Láctea e a nebulosa de Andrómeda terminam e se seus halos se cruzam.

    As velocidades do próprio movimento das galáxias e a densidade do meio intergaláctico no qual elas se movem também afetam o resultado.

    Levando em consideração todas as variáveis, o novo modelo demonstrou que as duas galáxias se aproximarão daqui a 4,3 bilhões de anos e que começarão a se fundir 10 bilhões de anos depois. Pelo visto, o processo demorará mais do que foi previsto antes. Até lá, o Sol terá se transformado em um gigante vermelho, incinerando os planetas mais próximos e se extinguindo. Os humanos serão forçados de salvar suas vidas em planetas vizinhos.

    Nos centros da Via Láctea e da nebulosa de Andrômeda encontram-se buracos negros supermassivos. Primeiramente, eles vão girar em espiral e convergirão somente 16,6 bilhões de anos depois.

    Mais:

    Gloriosa até o fim: Hubble captura imagem de galáxia no final da vida (FOTO)
    Físicos explicam existência de buracos de minhoca que permitiriam viajar rápido pela galáxia
    Lentes cósmicas detectam pequenas galáxias que podem ser menores emissoras de rádio no Universo
    Tags:
    fusão, Via Láctea, galáxia, espaço
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar