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    Pesquisa em conjunto com várias equipes de cientistas planeja revolucionar o estudo de objetos celestes e projeta explorações futuras que podem desvendar mistérios intergalácticos.

    Em 19 de outubro de 2017, o Oumuamua, primeiro objeto interestelar já detectado passou pela Terra em seu caminho para fora do Sistema Solar. Menos de dois anos depois, um segundo objeto foi detectado, um cometa interestelar facilmente identificado designado como 2I/Borisov. O aparecimento desses objetos verificou trabalhos teóricos anteriores que concluíram que objetos interestelares entram com alguma regularidade em nosso Sistema Solar.

    De acordo com um novo estudo liderado por pesquisadores da organização sem fins lucrativos Iniciativa para Estudos Interestelares (i4is), cerca de sete objetos interestelares entram em nosso Sistema Solar por cada ano e seguem órbitas previsíveis.

    O estudo, publicado pela Universe Today, pode permitir o envio de uma espaçonave para se encontrar com um desses objetos em um futuro próximo. A pesquisa foi feita por cientistas do Instituto de Tecnologia da Flórida, do Instituto de Teoria e Computação de Harvard (ITC), da Universidade do Texas, da Universidade Técnica de Munique e do Observatório de Paris.

    Ilustração mostra asteroide Oumuamua indo na direção à periferia do Sistema Solar (imagem ilustrativa)
    © NASA . NASA/ESA/STScI
    Ilustração mostra asteroide Oumuamua indo na direção à periferia do Sistema Solar (imagem ilustrativa)

    O estudo de Oumuamua em outubro de 2017 deu início a uma revolução na astronomia e no estudo de objetos celestes. Não era apenas um objeto formado em outro sistema estelar, mas sua chegada e detecção implicavam uma grande população de tais objetos.

    Marshall Eubanks, físico no i4is e autor principal do estudo, afirma que a descoberta de Oumuamua e 2I/Borisov foi muito significativa. Mas, para que as missões futuras se reúnam com eles, é imprescindível saber o máximo possível sobre a frequência com que objetos interestelares chegam e a velocidade com que estão viajando.

     Oumuamua através do telescópio William Herschel, localizado na Espanha
    © Foto / Queen's University Belfast / William Herschel Telescope
    Oumuamua através do telescópio William Herschel, localizado na Espanha
    "Usamos os dois objetos interestelares conhecidos, 1I/Oumuamua e 2I/Borisov , e a eficiência de pesquisas astronômicas passadas e atuais para estimar o número desses objetos na galáxia, e estimativas de velocidade estelar da missão Gaia para estimar a propagação de velocidade que devemos esperar", detalha Eubanks.

    O que eles descobriram foi que, por média, em um ano, o Sistema Solar seria visitado por até sete objetos interestelares que são como asteroides. Enquanto isso, objetos como 2I/Borisov (cometas) seriam mais raros, aparecendo uma vez a cada 10 a 20 anos. Eles descobriram ainda que muitos desses objetos estariam se movendo a velocidades maiores que Oumuamua - que se movia a mais de 26 quilômetros por segundo.

    Caminho do cometa Oumuamua
    © Foto / PA/NASA
    Caminho do cometa Oumuamua

    Além do Projeto Lyra e do Interceptador de Cometas da ESA, existem inúmeras propostas de espaçonaves que poderiam se encontrar com objetos interestelares (ou mesmo fazer a jornada interestelar eles próprios). Isso inclui o Projeto Dragonfly, uma pequena espaçonave e vela a laser que foi o assunto de um estudo de projeto conceitual organizado pela i4iS em 2013.

    Além de ser interestelar, esses conceitos têm sido propostos como uma possível forma de "perseguir objetos" que entram em nosso Sistema Solar. De uma forma ou de outra, os cientistas acreditam que conseguirão atingir outros sistemas estelares em breve.

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    Tags:
    Sistema Solar, objeto interestelar, cientistas, descoberta, visita
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