23:48 18 Abril 2021
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    Pesquisadores contaram o número de casos de mielite flácida aguda, uma doença com potencial efeito paralisante, e descobriram que um esperado surto em 2020 não se materializou devido ao SARS-CoV-2.

    Embora tenha acontecido acidentalmente, a pandemia provocada pelo SARS-CoV-2 impediu que em 2020 a mielite flácida aguda, uma doença que afeta o sistema nervoso e pode provocar paralisia, se propagasse mais, revela um estudo publicado na revista Science Translational Medicine.

    O estudo disse que a doença, cuja provável origem vem de um vírus chamado EV-D68, tem ressurgido em anos pares nos EUA, em 2014, 2016 e 2018, presumivelmente devido a fatores climáticos. Assim, em 2016 foram registrados 153 casos, e mais 238 em 2018.

    No entanto, em 2020 apenas foram catalogados 31 casos, algo que a equipe liderada por Sang Woo Park, da Universidade de Princeton, EUA, atribui aos efeitos da pandemia, que teria reduzido os efeitos não só da COVID-19, como também desta doença devido às políticas de distanciamento social, quarentenas e lockdowns.

    Apesar disso, os pesquisadores alertam que uma possível falta de imunidade viral pode representar um perigo à população.

    "Se o distanciamento social impedir a ocorrência do surto, então o grupo suscetível pode aumentar ainda mais", escrevem.

    A mielite flácida aguda afeta "particularmente a área da medula espinhal chamada 'massa cinzenta', que causa o enfraquecimento dos músculos e reflexos do corpo", e mais de 90% dos casos se concentram em crianças, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA.

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    Tags:
    EUA, Universidade de Princeton, COVID-19
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