11:38 13 Abril 2021
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    Um equipe arqueológica franco-norueguesa descobriu novas ruínas cristãs no deserto ocidental do Egito, revelando a vida de monges nesta região no século V, informou neste sábado (13) o Ministério do Turismo e das Antiguidades.

    Os arqueólogos desenterraram "vários edifícios feitos de basalto, outros esculpidos na rocha e alguns de tijolos de adobe", durante a sua terceira campanha de escavação no sítio arqueológico de Tal Ganoub Qasr al-Agouz, no oásis de Bahariya, relata o ministério em comunicado.

    O complexo é composto por "seis setores com ruínas de três igrejas e celas de monges" cujas "paredes ostentam grafites e símbolos com conotações coptas", disse Osama Talaat, chefe do setor de Antiguidades Islâmicas, Coptas e Judaicas do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.

    O chefe da missão, Victor Ghica, disse que "19 estruturas e uma igreja esculpida na rocha" foram descobertas em 2020.

    Missão franco-norueguesa descobriu edifícios de tijolos de adobe datados dos séculos IV e VII d.C. no oásis de Bahariya.

    As paredes da igreja estavam decoradas com "inscrições religiosas" e passagens bíblicas em grego revelando "a natureza da vida monástica na região", disse Ghica em comunicado.

    Isto demonstra claramente que os monges estavam presentes nesta área desde o século V, nota Ghica, acrescentando que a descoberta ajudou a entender "a evolução gradual dos edifícios e a formação das primeiras comunidades monásticas" nesta região do Egito.

    De acordo com o Instituto Francês de Arqueologia Oriental, responsável pela missão, o local remoto, localizado no deserto a sudoeste do Cairo, a capital egípcia, foi habitado desde o século IV ao século VIII, com um provável pico de atividade por volta dos séculos V e VI, escreve Times of Israel.

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    Tags:
    igreja, cristãos, arqueologia, Egito, sítio arqueológico
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