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    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de março de 2021 (94)
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    Nova pesquisa analisando as variantes do SARS-CoV-2 levanta o espectro de reinfecções generalizadas. Cientista teme que a COVID-19 se transforme em uma espécie de vírus da gripe, com mutações constantes.

    Um novo estudo com as variantes do Reino Unido e da África do Sul do SARS-CoV-2 prevê que as vacinas atuais, e certos anticorpos monoclonais, podem ser menos eficazes na neutralização dessas mutações e que as novas variantes aumentam a ameaça de as reinfecções se tornarem mais comuns. Os resultados foram publicados na revista científica Nature na segunda-feira (8).

    "Nosso estudo e os novos dados de testes clínicos mostram que o vírus está viajando em uma direção que está fazendo com que ele escape de nossas vacinas e terapias atuais […]. Se a disseminação desenfreada do vírus continuar e mais mutações críticas se acumularem, então podemos ser condenados a perseguir o SARS-CoV-2 em evolução continuamente, como temos feito há muito tempo com o vírus da gripe", afirmou em comunicado David Ho, coautor do artigo.

    Os cientistas descobriram que os anticorpos coletados em amostras de sangue de pessoas inoculadas com a vacina Moderna ou Pfizer/BioNTech foram menos eficazes na neutralização das duas variantes, B.1.1.7, que surgiu em setembro passado no Reino Unido, e B.1.351, que emergiu de África do Sul no final de 2020. Contra a variante B.1.1.7, a neutralização caiu cerca de duas vezes, mas contra a variante da África do Sul, a neutralização caiu de 6,5 a 8,5 vezes.

    Homem recebe dose da vacina da Pfizer/BioNTech, Fier, Albânia, 19 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Florion Goga
    Homem recebe dose da vacina da Pfizer/BioNTech, Fier, Albânia, 19 de fevereiro de 2021

    As descobertas do estudo estão sendo confirmadas em meio aos resultados mais recentes sobre a vacina norte-americana Novavax, que relatou uma taxa de eficácia de 90% contra a variante do Reino Unido, mas apenas 49,4% no combate à variante sul-africana.

    Variante de Manaus

    O novo estudo não examinou a variante mais recente encontrada no Brasil, a B.1.1.28, mas dadas as mutações de pico semelhantes entre as variantes de Manaus e da África do Sul, Ho diz que a variante do Brasil deve se comportar de forma semelhante à variante da África do Sul.

    "Temos que impedir a replicação do vírus e isso significa lançar a vacina mais rapidamente e seguir nossas medidas de mitigação, como uso de máscaras e distanciamento físico. Parar a disseminação do vírus vai interromper o desenvolvimento de novas mutações", garantiu o cientista.

    O estudo também descobriu que certos anticorpos monoclonais usados ​​agora para tratar pacientes com COVID-19 podem não funcionar contra a variante sul-africana. E com base nos resultados com plasma de pacientes que foram infectados no início da pandemia, a variante da África do Sul tem o potencial de causar reinfecção.

    "A reinfecção pode ser mais provável se alguém for confrontado com essas variantes, particularmente a da África do Sul", finalizou Ho.

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    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de março de 2021 (94)

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    África do Sul, Brasil, Reino Unido, vacinação, vacina, vacina, novo coronavírus, COVID-19
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