05:26 11 Abril 2021
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    Biólogos marinhos da Bélgica e Nova Zelândia registraram pela primeira vez a bioluminescência do tubarão Dalatias licha, habitante de águas profundas na costa da Nova Zelândia. Anteriormente, os cientistas nunca tinham observado tal brilho em vertebrados tão grandes.

    Os cientistas identificaram a bioluminescência em três espécies de tubarões de águas profundas, capturados na costa leste da Nova Zelândia em janeiro de 2020. São as espécies Etmopterus lucifer, Etmopterus granulosus e Dalatias licha, segundo estudo pulicado na revista Frontiers in Marine Science.

    É a primeira vez que a bioluminescência é descoberta em uma espécie tão grande, sendo uma característica típica de pequenas espécies marinhas de até 42 centímetros. O tubarão Dalatias licha é muito maior, atinge 1,80 metro.

    Os cientistas explicam que nunca haviam detectado esta característica porque os tubarões de águas profundas parecem escuros quando são observados de cima, enquanto suas partes luminescentes são ao longo da barriga, nos lados e na barbatana dorsal.

    Tubarão brilhante Etmopterus lucifer
    Tubarão "brilhante" Etmopterus lucifer

    Os pesquisadores não sabem qual a função da luminescência neste caso. Geralmente, ela serve para afastar os predadores, mas estes tubarões não têm inimigos naturais. São eles próprios grandes predadores, vivem a profundidades de 200 a 1.000 metros, abaixo da qual a luz solar não penetra.

    Sua alimentação consiste de teleósteos, pequenos peixes, crustáceos e cefalópodes. Estes tubarões são amplamente distribuídos por todo o mundo em águas temperadas, quentes e tropicais.

    Tubarão brilhante Dalatias licha
    Tubarão "brilhante" Dalatias licha
    Esta espécie de tubarão é considerada a mais lenta, mas, segundo as observações, podem realizar manobras rápidas, apanhando as presas. Os cientistas sugerem que a luz ajuda este predador a aproximar-se despercebido da presa, porque, quando o tubarão é observado de baixo, seu brilho se confunde com as águas mais claras.

    Os pesquisadores planejam continuar suas pesquisas para tentar entender melhor a função de bioluminescência do tubarão Dalatias licha.

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    Tags:
    espécies, mar, Nova Zelândia, águas, brilho, luz, tubarão
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