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    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)
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    A cepa finlandesa do novo coronavírus difere das variantes britânica, sul-africana, brasileira e japonesa. A nova variante possui uma mutação que dificulta sua detecção por um dos métodos aprovados pela OMS.

    Uma nova cepa do SARS-CoV-2, nomeada Fin-796H, foi identificada no sul da Finlândia. De acordo com os cientistas que fizeram a descoberta, nem todos os testes RT-PCR aprovados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) conseguem detectar a nova variante, o que pode ter um impacto significativo na propagação da COVID-19.

    "Diversas variantes do novo coronavírus já foram encontradas no mundo. Quase todos são descendentes das variantes britânica, sul-africana, brasileira ou japonesa. A variante agora encontrada na Finlândia difere de todas essas. Sua herança tem as mesmas características das variantes anteriormente difundidas no mundo [especialmente da britânica da sul-africana], mas não parece pertencer à linha de evolução de nenhuma das variantes anteriormente conhecidas", lê-se no comunicado divulgado na quarta-feira (17) pelos Laboratórios Vita, que fez a descoberta em parceria com o Instituto de Biotecnologia da Universidade de Helsinque, Finlândia.

    Certas mutações no genoma do vírus SARS-CoV-2 levam ao aumento do índice de contágio e outras afetam a eficácia da proteção da vacina. A variante Fin-796H possui mutações de ambos os tipos, explicam os cientistas. Além disso, a variante possui uma mutação que dificulta sua detecção por um dos métodos aprovados pela OMS.

    "Uma mutação na variante impede a detecção confiável do vírus por um dos métodos recomendados pela OMS […]. Felizmente, […] na Finlândia [se] usam métodos que identificam pelo menos duas regiões genéticas do vírus. Portanto, a infecção não passará despercebida em nenhum lugar da Finlândia. Este pode não ser o caso em outros países, então a descoberta pode ser de grande significado internacional", alerta Sakari Jokiranta, professor associado dos Laboratórios Vita.

    No entanto, os pesquisadores ainda não têm informações sobre onde essa mutação se desenvolveu, mas é improvável que isso tenha acontecido no país, uma vez que o número total de casos de COVID-19 na Finlândia é significativamente menor do que em outros países.

    "Ainda é muito cedo para dizer quão amplamente a nova variante Fin-796H se espalhou e onde ela foi originalmente desenvolvida. É improvável que uma variante tão diferente tenha se desenvolvido na Finlândia, pois não há muitos casos aqui. […]. Não há razão para pânico, embora a rápida transformação do vírus seja motivo de preocupação tanto em termos de diagnóstico quanto de eficácia da vacinação", comenta Jokiranta.

    De acordo com as estatísticas do Instituto de Saúde e Bem-Estar da Finlândia, o país já registrou 723 óbitos em decorrência da COVID-19 e o número total de casos do novo coronavírus no país é de 51.595.

    Quase 240.000 finlandeses já receberam a vacina contra a COVID-19, o que representa cerca de 4% da população.

    Tema:
    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)

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    Tags:
    pandemia, vacina, novo coronavírus, COVID-19, Finlândia
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