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    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)
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    A doença pode ser mais uma complicação de pacientes que tiveram coronavírus. Um estudo com pesquisadores do Canadá, da Índia e da Austrália apontou que 14% dos internados com quadros graves desenvolveram diabete.

    A diabete pode ser mais uma complicação relacionada à COVID-19, apontam novos estudos. Os cientistas, porém, ainda não sabem se o vírus é de fato o causador da outra doença ou se potencializa um problema que já estava em desenvolvimento.

    "A relação pode ser bidirecional, ou seja, é possível que, em algumas situações, a COVID-19 venha a aumentar o risco de surgimento de casos de diabete, especialmente da cetoacidose diabética, uma complicação mais aguda", afirmou ao jornal Estadão a professora Melanie Rodacki, do Departamento de Clínica Médica, Nutrologia e Diabete da UFRJ.

    Uma pesquisa feita por cientistas do Canadá, da Índia e da Austrália, publicada na revista Diabete, Obesidade e Metabolismo, aponta que 14% dos internados com quadros graves de COVID-19 desenvolveram diabete em seguida. Os especialistas analisaram um total de 3,7 mil pacientes, a partir de dados de oito estudos.

    Funcionários do Instituto Serum, na Índia, manipulam vacinas contra a COVID-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.
    © AP Photo / Rafiq Maqbool
    Funcionários do Instituto Serum, na Índia, manipulam vacinas contra a COVID-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.

    Os cientistas dizem que existe a possibilidade de que a diabete já fosse surgir em algumas pessoas ou até que o tratamento com corticoide contra a COVID-19 tenha provocado a doença. Mas, segundo os pesquisadores, um efeito direto do coronavírus também deve ser considerado.

    Os cientistas ainda não sabem dizer como a COVID-19 poderia contribuir para deflagrar a diabete dos tipos 1 e 2, nem se os casos são temporários ou permanentes.

    Outro estudo, realizado na Alemanha e publicado no último dia 3 de fevereiro, na revista Nature, mostrou que as células beta do pâncreas, que produzem insulina, continham proteínas do novo coronavírus.

    "Nosso estudo identificou o pâncreas como um alvo da infecção pelo SARS-CoV-2, sugerindo que a infecção das células beta pode contribuir para problemas metabólicos observados em pacientes com COVID-19", afirmaram.
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    Pandemia da COVID-19 no mundo em meados de fevereiro de 2021 (110)

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    Tags:
    pesquisas, estudos, doenças, pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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