12:39 07 Março 2021
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    Cientistas norte-americanos explicaram pela primeira vez as causas das dores em articulações e músculos que alguns pacientes da COVID-19 apresentam, ilustrando os casos com imagens radiológicas.

    Cientistas norte-americanos realizaram um estudo retrospectivo entre pacientes que estiveram internados no Hospital Memorial do Noroeste em Chicago, EUA, no período de maio de 2020 a dezembro de 2020. Os pacientes, durante ou depois da infecção pela COVID-19, tiveram sintomas estranhos, segundo estudo que será publicado na revista Skeletal Radiology.

    Os autores examinaram os pacientes usando um complexo de métodos radiológicos, como tomografia, ressonância magnética e ultrassom, e descobriram que os sintomas musculoesqueléticos após infecção pelo coronavírus são frequentemente ligados à resposta autoimune do organismo.

    "Entendemos que o coronavírus obriga o organismo a se atacar a si mesmo, o que pode levar a problemas reumatológicos, exigindo um tratamento prolongado", afirmou Swati Deshmukh, professor adjunto de radiologia musculoesquelética da Escola de Medicina Feinberg da Universidade do Noroeste, EUA.

    Imagem da ressonância magnética de ombro de paciente. A seta vermelha aponta a inflamação na articulação. O vírus causou artrite reumatoide no paciente com dor prolongada após todos os outros sintomas da COVID-19 já desaparecerem
    Imagem da ressonância magnética de ombro de paciente. A seta vermelha aponta a inflamação na articulação. O vírus causou artrite reumatoide no paciente com dor prolongada após todos os outros sintomas da COVID-19 já desaparecerem

    "A maioria dos pacientes com deficiência motora após COVID-19 se recupera, mas para alguns os sintomas viram tão sérios que podem afetar sua qualidade de vida", comentou Deshmukh.

    As imagens ajudam os médicos a distinguir a dor simples no corpo como ocorre, por exemplo, na gripe, da dor em articulações e músculos causada pela COVID-19. Em alguns casos, a diagnose de coronavírus é obtida devido à tomografia, segundo Deshmukh.

    Os métodos radiológicos permitem ver diferentes formações celulares: inchaços e alterações inflamatórias nos tecidos, hematomas ou tecidos mortos que evidenciam o início de gangrena.

    "É importante distinguir o que é causado diretamente pelo vírus do que é ligado à reação de resposta do organismo. Para um tratamento correto, os médicos precisam de saber o que está passando", acrescentou o cientista.

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    Tags:
    sintomas, dor, vírus, novo coronavírus, pandemia, COVID-19
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