03:42 01 Março 2021
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    Um fóssil representador de uma parte do maior exemplar já conhecido de peixe antigo de águas profundas, que já foi considerado extinto, acabou sendo identificado por acaso.

    Paleontólogos do Reino Unido receberam o que deveria ser um osso de um pterodáctilo, mas, após inspeção mais precisa, a equipe percebeu que de pterodáctilo não havia nada, escreve o The Daily Mail.

    Na verdade, em vez de ser um osso de um pterodáctilo, o achado corresponde a placas finas de osso pertencentes a um celacanto, ou seja, peixe que já estava presente na Terra 200 milhões de anos antes dos primeiros dinossauros e que até hoje nada pelas águas do planeta.

    Fóssil de celacanto comprado por colecionador, embutido em fosfato e gesso e revestido em laca. Fóssil à esquerda foi considerado sendo o crânio de pterodátilo
    Fóssil de celacanto comprado por colecionador, embutido em fosfato e gesso e revestido em laca. Fóssil à esquerda foi considerado sendo o crânio de pterodátilo

    Um dos aspectos mais estranhos do celacanto é que tem um pulmão vestigial, possivelmente, de um tempo quando seus ancestrais rastejavam na terra. Então, os paleontólogos determinaram que o fóssil corresponde a ossos da espinha localizados perto do pulmão de um celacanto de 66 milhões de anos atrás.

    O paleontólogo da Universidade de Portsmouth (Reino Unido), David Martill, identificou o grande osso comprado por um colecionador privado que suspeitou que pudesse ser uma parte do crânio de pterodáctilo.

    O professor logo determinou que o fóssil era composto por placas finas de osso. "Apenas um animal tem uma estrutura parecida, e é o celacanto", afirmou.

    O colecionador se desapontou por não ter um osso de pterodáctilo, mas a descoberta só alegrou o professor Martill e seus colegas. O fóssil foi encontrado em depósitos de fosfato de Marrocos, sendo parte do primeiro celacanto já revelado, ao lado de um pterodáctilo, o que explicou a identificação errada do coletor.

    Taxidermistas colocam celacanto em reservatório no Museu Nacional de História da Natureza em Paris
    © AFP 2021 / Christophe Archambault
    Taxidermistas colocam celacanto em reservatório no Museu Nacional de História da Natureza em Paris

    Este pulmão pertenceu a um celacanto "absolutamente grande", segundo professor, possivelmente, de cerca de cinco metros ou mais. Em comparação, um grande tubarão-branco tem cerca de 4,5 metros de comprimento – e os celacantos modernos chegam a 1,8 metro.

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    Tags:
    Reino Unido, paleontologia, fóssil, peixe
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