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    Brasil e COVID-19 em meados de fevereiro de 2021 (80)
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    Especialistas acreditam que um reforço na vacinação da BCG e da Tríplice Viral pode ter uma contribuição na prevenção da COVID-19. A princípio, a ideia poderia servir para pessoas mais jovens, que ainda estão longe de serem vacinadas contra o coronavírus.

    Cientistas brasileiros e estrangeiros estão em busca de alternativas para a prevenção da COVID-19. E duas vacinas muito comuns em todo o mundo contra outras doenças, a BCG (antituberculose) e a Tríplice Viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) podem conter algum tipo de contribuição, conforme publicado pelo jornal Estadão nesta quinta-feira (11).

    Além de induzir uma resposta imunológica específica contra os agentes para os quais foram desenvolvidas, as duas também criam uma reação genérica contra outros agentes infecciosos. Agora, o trabalho dos pesquisadores, ainda incipiente, é descobrir se esses imunizantes podem servir para o combate ao novo coronavírus.

    Senhora recebe dose da vacina contra COVID-19 no Pacaembu, São Paulo, 8 de fevereiro de 2021
    © REUTERS / Amanda Perobelli
    Senhora recebe dose da vacina contra COVID-19 no Pacaembu, São Paulo, 8 de fevereiro de 2021

    Segundo alguns especialistas, um reforço na vacinação da BCG e da Tríplice Viral talvez seja útil na prevenção da COVID-19. A aplicação, neste caso, se daria, principalmente, em pessoas mais jovens, já que o segmento ainda está longe de receber a vacina específica contra o coronavírus.

    "Pode ser uma conduta interessante diante de uma doença para a qual não temos ainda tratamento e frente a perspectiva de levarmos ainda muito tempo para conseguir vacinar todo mundo com o imunizante específico", afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), Juarez Cunha.

    De acordo com o especialista os resultados preliminares "indicam que as pessoas que receberam essas vacinas têm alguma proteção para casos de doença sintomática e de internações". No entanto, ele ressalta que os resultados ainda não foram publicados: "Ainda é cedo para fazer uma recomendação", disse Cunha.

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    Brasil e COVID-19 em meados de fevereiro de 2021 (80)

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    pesquisas, cientistas, Brasil, imunizante, vacinação, vacina, pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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