05:22 17 Junho 2021
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    Cientistas norte-americanos conseguiram pela primeira vez medir as características estruturais e espectrais básicas do 99º elemento químico, o einstênio.

    Pesquisadores dos EUA, possuindo apenas 250 nanogramas do einstênio, mediram de forma inédita o comprimento de ligação química do 99º elemento, que define sua interação com outros átomos e moléculas, segundo estudo publicado na revista Nature.

    O einstênio foi descoberto em 1952 no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley do Departamento de Energia dos EUA entre destroços da primeira bomba de hidrogênio. Suas características são ainda mal estudadas devido ao nível elevado de radioatividade, sem contar na dificuldade de obtê-lo na forma pura.

    Os pesquisadores usaram instalações experimentais, inexistentes há dezenas de anos, quando o einstênio foi descoberto pela primeira vez: fundição molecular no Laboratório Berkeley e Fonte de Luz de Radiação Sincrotron de Stanford (SSRL, na sigla em inglês) do Centro de Aceleração Linear de Stanford, EUA, onde os cientistas realizaram experimentos de espectroscopia de luminescência e espectroscopia de absorção de raios X.

    O material foi produzido em reator isotópico de alto fluxo no Laboratório Nacional de Oak Ridge, EUA, um dos poucos lugares no mundo onde é possível produzir o einstênio através do bombardeamento de cúrio por nêutrons, que ocasiona posteriormente uma longa cadeia de reações nucleares.

    Frasco de quartzo (9 mm de diâmetro) contendo cerca de 300 microgramas de einstênio Es-253 sólido, produzindo luz devido à radiação intensa
    Frasco de quartzo (9 mm de diâmetro) contendo cerca de 300 microgramas de einstênio Es-253 sólido, produzindo luz devido à radiação intensa
    Obtendo a localização de átomos em moléculas, inclusive o einstênio, os pesquisadores mediram o comprimento de ligação química e descobriram que as particularidades de luminescência e interação spin-órbita do einstênio diferem do que os cientistas esperavam do elemento de actinídeos, que são um grupo de elementos do período sete da tabela periódica.

    "No período sete [da tabela periódica] há elementos ou isótopos que são úteis para a produção da energia nuclear ou medicamentos radiofármacos. Obtendo novos dados, entenderemos melhor como funciona toda a linha de actinídeos."

    O problema principal que tiveram os cientistas foi a produção de quantidade suficiente do elemento puro e sua decadência radioativa. Os pesquisadores planejam continuar seus experimentos, interrompidos pela pandemia.

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    Tags:
    cientistas, experimento, laboratório, energia nuclear, química, tabela periódica
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