00:41 01 Março 2021
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    Foi descoberto no Novo México, EUA, novo espécime do Parasaurolophus cyrtocristatus, ou parassaurolofo, cuja crista tubular tem sido alvo de especulação desde 1923.

    Foram encontrados nos EUA os primeiros restos em um século de um parassaurolofo, dinossauro que vivia na América do Norte e Ásia entre 73,5 a 77 milhões de anos atrás, revela o portal ScienceDirect.

    Reconstrução da cabeça de Parasaurolophus cyrtocristatus, ou parassaurolofo,  com base em restos mortais descobertos no Novo México, EUA
    Reconstrução da cabeça de Parasaurolophus cyrtocristatus, ou parassaurolofo, com base em restos mortais descobertos no Novo México, EUA

    O esqueleto, pertencente à espécie Parasaurolophus cyrtocristatus, e originalmente encontrado no estado do Novo México em 2017, ostenta uma bizarra passagem nasal em forma de tubo que veio pôr fim a desacordos de longa data sobre a estrutura da crista, desde que o dinossauro foi descoberto pela primeira vez em 1923, também no Novo México.

    "Nos últimos 100 anos, as ideias sobre o propósito da exagerada crista tubular variaram desde esnórqueis a supercheiradores", explica David Evans, paleontologista no Museu Real de História Natural de Ontário, Canadá.

    "Mas depois de décadas de estudo, pensamos agora que estas cristas funcionavam principalmente como ressonadores sonoros e atributos visuais usados para se comunicar dentro de sua própria espécie."

    Joe Sertich, curador de dinossauros no Museu da Natureza e Ciência de Denver, Colorado, EUA, elogiou a descoberta.

    "A preservação deste novo crânio é espetacular, revelando finalmente em detalhes os ossos que compõem a crista deste incrível dinossauro conhecido por quase todas as crianças obcecadas por dinossauros. Isto só reforça a importância de proteger nossas terras públicas para as descobertas científicas."

    "Meu queixo caiu quando vi o fóssil pela primeira vez. Tenho estado esperando há quase 20 anos para ver um espécime desta qualidade", comentou Terry Gates, um paleontólogo da Universidade Estadual da Carolina do Norte, EUA, que estudou o dinossauro durante quase duas décadas.

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    Tags:
    Carolina do Norte, Colorado, Denver, Canadá, Ontário, Ásia, América do Norte, Novo México, EUA
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