20:24 12 Abril 2021
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    Astrofísicos britânicos e norte-americanos, usando dados da NASA e tecnologias avançadas de processamento de imagens, descobriram na coroa solar finas estruturas, parecidas com plumas que formam fluxos do vento solar.

    O campo magnético do Sol e ventos solares são responsáveis pelo clima espacial dentro e ao redor do Sistema Solar. Perturbações no vento solar interferem em naves espaciais e até mesmo em nós.

    Nas regiões do campo magnético aberto do Sol são formados buracos coronais, as manchas escuras com densidade relativamente baixa. Às vezes, esses buracos durante alguns dias emitem fontes do material solar, chamado de cauda.

    Pesquisadores dos EUA e Reino Unido, usando dados da alta qualidade da sonda não tripulada SDO e também a tecnologia de processamento de imagens, desenvolvida especialmente para este projeto, descobriram que as caudas consistem em fios de material ainda mais finos, e passaram a chamar estas estruturas do Sol de plumas solares.

    A cauda tem mais de 100 mil quilômetros, e as plumas têm de três a sete mil quilômetros de largura, de acordo com os resultados do estudo publicado na revista científica The Astrophysical Journal.

    "Isso demostra a importância de estruturas e processos de pequena escala no Sol para entender melhor o sistema de grande escala do vento solar e o clima espacial em geral", segundo o diretor da pesquisa, Vadim Uritsky, da Universidade Católica da América e do Centro de Voos Espaciais Goddard.

    Anteriormente, os cientistas também sugeriram que as caudas solares não são uniformes dentro, mas agora pela primeira vez registraram sua estrutura interior em foco preciso.

    'Plumas' na coroa solar
    © Foto / NASA/SDO/Uritsky, et al.
    'Plumas' na coroa solar

    Foi descoberto que as plumas solares não são apenas elementos da cauda, e sim blocos de construção que montam as caudas. O brilho da cauda depende completamente da quantidade de plumas.

    "Por algum tempo observamos estruturas dentro e na base da cauda", comentou Judy Karpen, chefe do Laboratório do Clima Espacial na Divisão nas Ciências Heliofísicas do Centro de Voos Espaciais Goddard. "Mas agora descobrimos que mesmo a cauda apresenta um feixe dessas plumas densas, o que difere da ideia que tínhamos."

    Além disso, os cientistas descobriram que cada pluma oscila independentemente de outras plumas. Pesquisadores sugeriram que o comportamento de pequena escala dessas estruturas pode ser a causa de perturbações locais do vento solar.

    Os cientistas esperam que no futuro as missões da NASA Parker Solar Probe e PUNCH façam as imagens mais próximas da superfície solar, onde será possível estudar estruturas descobertas mais detalhadamente.

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    Tags:
    vento, telescópio, NASA, Sol, astronomia
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