04:19 04 Março 2021
Ouvir Rádio
    Ciência e tecnologia
    URL curta
    1321
    Nos siga no

    Um jornalista da revista Forbes comentou a situação em torno do aplicativo de mensagem, declarando que os usuários que se preocupam com privacidade não podem continuar usando o aplicativo.

    Em meio às preocupações com a mudança da política de privacidade do WhatsApp, os argumentos para fazer o mesmo em relação ao Facebook Messenger são ainda maiores, afirmou no sábado (16) a revista Forbes.

    Segundo Zak Doffman, jornalista de segurança cibernética, a controvérsia em torno do WhatsApp "desviou a atenção do quanto o Messenger invadiu sua privacidade".

    "Não há nenhuma justificativa para isso. Todos nós sabemos que o Facebook vive de nossos dados, é assim que pagamos por seus serviços 'gratuitos'. Mas tem que haver um limite. Se nos encontramos em um lugar onde o Facebook diz 'pegaremos tudo que pudermos colocar em nossas mãos', e dizemos 'sim, está tudo bem', então o que isso diz sobre nós e o valor que colocamos em nossa própria privacidade?", questionou.

    Na opinião do autor do artigo, se o êxodo do WhatsApp foi justificado, ele era ao menos suavizado com o principal argumento da empresa, de que o aplicativo não podia ler as mensagens das pessoas, e muito menos do Facebook.

    "Você não tem tanta sorte, porém, se você é um usuário do Messenger", disse Doffman.

    Ele notou que a criptografia de ponta a ponta no Messenger é apenas realizada em mensagens privadas, não dentro de grupos, e que não está ativada por padrão, algo que deveria ser o caso, critica. Além disso, refere que o aplicativo detido por Mark Zuckerberg grava "informações sensíveis", "informações financeiras", bem como "saúde e forma física".

    O jornalista aconselha que os usuários deixem o Facebook Messenger e mudem para o WhatsApp, sendo esse ainda "a opção mais fácil", e depois para o "o mais seguro" Signal a longo prazo, "à medida que seus contatos se juntarem mais".

    "Se você é um dos 1,3 bilhão de usuários do Facebook Messenger, então a reação repentina contra o WhatsApp deve servir como um forte aviso", apontou Zak Doffman.

    "Você deve fazer isso agora", concluiu.

    Mais:

    WhatsApp adia implementação de nova política após polêmica do compartilhamento de dados com Facebook
    Tchau, WhatsApp! Bolsonaro e mais líderes mundiais abrem contas no Telegram
    Adeus, WhatsApp: governo turco recomenda uso de aplicativos nacionais para evitar 'fascismo digital'
    Tags:
    Signal, Forbes, Facebook, WhatsApp, WhatsApp
    Padrões da comunidadeDiscussão
    Comentar na SputnikComentar no Facebook
    • Comentar