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    Coronavírus no mundo em meados de janeiro de 2021 (51)
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    Usando dados sobre quatro coronavírus já conhecidos que causam sintomas de resfriado leve, cientistas norte-americanos fizeram projeção do desenvolvimento da COVID-19 para os próximos dez anos.

    Análise dos dados imunológicos e epidemiológicos dos quatro coronavírus humanos da família HCoV permitiu aos cientistas da Universidade de Emory e da Universidade Estadual da Pensilvânia, EUA, desenvolver um modelo de previsão da trajetória do vírus SARS-CoV-2 até se tornar endêmico, isso significa que o vírus existiria em nível básico constante na população.

    Os autores destacaram que seu modelo inclui análise separada de diferentes componentes da defesa imunológica, como, por exemplo, susceptibilidade à reinfecção, redução da gravidade da doença depois da reinfecção e transmissibilidade do vírus depois da reinfecção, dado que cada componente se reduz de modo diferente no tempo, segundo estudo publicado na revista Science.

    Os resultados da modelação permitem avaliar a dinâmica da mudança na gravidade da doença entre diferentes grupos etários. Os dados de estudos serológicos mostram que, normalmente, a primeira infecção com todas as quatro cepas endêmicas de HCoV ocorre em uma idade precoce.

    Durante a primeira infecção são produzidos ambos os tipos de anticorpos: anticorpos de curto prazo IgM, que definem a resposta rápida do sistema imunológico, e anticorpos IgG, que fornecem memória imunológica de longo prazo.

    O nível de propagação dos coronavírus da família HCoV na população é bastante alto. Essas infecções atingem quase todos na infância na forma de congestão nasal infantil e depois as pessoas já não adoecem.

    Os casos de descobrimento de anticorpos IgM entre pessoas de mais de 15 anos de idade são extremamente raros.

    Os pesquisadores sugerem que, quando o vírus SARS-CoV-2 se tornar endêmico, as primeiras infecções ocorrerão em idades entre três e cinco anos. Durante a doença os infectados terão sintomas de resfriado leve.

    Os idosos, se ficarem doentes, terão uma forma leve da doença, possuindo anticorpos formados na infância que fornecerão defesa imunológica.

    A vacinação em grande escala, entretanto, se tornará desnecessária, porque as vacinas criam apenas proteção de curto prazo contra a reinfecção, segundo cientistas. Mas agora a vacinação é indispensável, conforme cientistas.

    As vacinas reduzem a gravidade da doença e formam uma resposta imune coletiva, da qual depende quanto tempo demorará a passagem da COVID-19 para a categoria de doenças endêmicas.

    Os pesquisadores acreditam que, provavelmente, a vacinação deve ser reduzida gradualmente, mantendo-a por um prazo mais longo para pessoas de certos grupos etários. Com base na análise da dinâmica de desenvolvimento da doença, apenas depois de passar algum tempo, serão definidos esses grupos etários (se serão idosos ou, ao contrário, crianças), segundo cientistas.

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    Coronavírus no mundo em meados de janeiro de 2021 (51)

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    futuro, vacinação, vacina, novo coronavírus, pandemia, COVID-19
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