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    Coronavírus no mundo em meados de janeiro de 2021 (44)
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    Cientistas norte-americanos provaram que extrato de Artemisia annua impede replicação do coronavírus SARS-CoV-2 em condições laboratoriais.

    Pesquisadores da Universidade Columbia de Nova York, da Universidade de Washington e do Instituto Politécnico de Worcester, EUA, provaram que extrato fluido quente das folhas de Artemisia annua tem atividade antiviral contra o SARS-CoV-2, de acordo com o estudo publicado no banco de dados bioRxiv.

    Os pesquisadores estudaram a atividade de extratos de sete espécies de Artemisia annua de quatro continentes contra o vírus SARS-CoV-2, reproduzido em cultura de células Vero E6.

    Todos os extratos demostraram sua atividade contra o SARS-CoV-2, embora uma das amostras estivesse guardada desde 2008. Isso significa que a substância ativa está em todas as espécies de Artemisia annua e este componente é preservado durante duradouro e seco armazenamento à temperatura ambiente.

    Os pesquisadores avaliaram a correlação da eficácia do extrato fluido quente da Artemisia com folhas que possuem artemisinina e outros flavonoides. A atividade antiviral do extrato não depende de artemisinina e outros flavonoides, mas está ligada à amodiaquina, a substância usada para tratamento da malária que Artemisia annua também contém.

    "Os resultados mostram que o componente ativo em extrato não é, provavelmente, artemisinina, mas qualquer outro ou é uma combinação de componentes que atuam sinergicamente para bloquear a infecção viral depois de invasão", segundo diretora do estudo do Departamento de Biologia e Biotecnologia do Instituto Politécnico de Worcester, Pamela Weathers.

    As substâncias da Artemisia suprimem a replicação do vírus SARS-CoV-2 depois de sua invasão na célula, dado que os experimentos mostraram que extratos da Artemisia possuem atividade antiviral mínima contra pseudovírus laboratoriais que contêm proteínas S do SARS-CoV-2, usadas pelo vírus para se ligar e invadir as células, conforme estudo.

    "É o primeiro relatório sobre eficácia de extratos fluidos quentes da Artemisia contra o SARS-CoV-2. As pesquisas seguintes determinarão a eficácia in vivo para entender se é possível criar na base de Artemisia annua um medicamento para tratamento da COVID-19", informou Weathers.

    Os pesquisadores esperam que, se os testes clínicos seguintes tiverem sucesso, pó em cápsulas de folhas secas da Artemisia seria um medicamento barato e seguro contra o novo coronavírus e poderia ser usado em lugares onde é difícil organizar vacinação.

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    Coronavírus no mundo em meados de janeiro de 2021 (44)

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    vírus, cientistas, medicamento, tratamento, pandemia, novo coronavírus, COVID-19
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