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    COVID-19 no mundo no início de janeiro de 2021 (75)
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    Uma pesquisa realizada no Reino Unido concluiu que o uso dos medicamentos tocilizumabe e/ou sarilumabe aumenta as hipóteses de sobrevivência dos pacientes e que o efeito é cumulativo com esteroides.

    O tocilizumabe e o sarilumabe, usados para tratar a artrite reumatóide, podem reduzir o risco de morte de doentes em unidades de terapia intensiva (UTI), escreve o jornal The Guardian.

    A mídia citou um estudo ainda não revisto por pares conduzido pelo Instituto Nacional de Pesquisa de Saúde (NIHR, na sigla em inglês) do Reino Unido, realizado durante 21 dias em 3.900 pacientes com COVID-19 de seis países.

    A pesquisa revelou que, dos 792 pacientes, divididos entre os que receberam um, ambos ou nenhum dos medicamentos, a taxa de letalidade foi de 22,2% (os que receberam sarilumabe), de 28% (os que receberam tocilizumabe) e de 27,3% (os medicados com os dois remédios), em comparação com 35,8% dos que tiveram o tratamento padrão.

    Além disso, quem tomou os novos medicamentos deixou a UTI entre sete e dez dias mais cedo que os pacientes com tratamento padrão.

    Peter Horby, professor de doenças infecciosas emergentes e saúde global na Universidade de Oxford, Reino Unido, comentou que agora se sabe que, além da dexametasona e da hidrocortisona, o tocilizumabe e o sarilumabe também reduzem o risco de morte, e que o uso de um esteroide com estes dois últimos tem efeitos cumulativos.

    O professor Anthony Gordon, do Colégio Imperial de Londres, Reino Unido, notou que o preço dos dois medicamentos é bastante avultado, de 750 libras esterlinas (R$ 5.502,42) a 1.000 libras esterlinas (R$ 7.336,56) por paciente, em comparação com as cinco libras esterlinas (R$ 36,68) da dexametasona, no mercado britânico. No entanto, ele apontou que isso se traduz em mais vidas salvas e até dinheiro poupado, uma vez que os pacientes deixam o hospital mais cedo.

    "Um dia na unidade de terapia intensiva pode custar cerca de 2.000 libras esterlinas [R$ 14.673,11]", disse.

    Tema:
    COVID-19 no mundo no início de janeiro de 2021 (75)

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    Tags:
    Reino Unido, COVID-19, The Guardian, Universidade de Oxford
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