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    Mundo enfrenta coronavírus no final de dezembro (111)
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    A perda de olfato é um dos sintomas de infecção por coronavírus, mas algumas pessoas com "COVID-19 prolongada" sentem odores desagradáveis meses após serem infetadas com o vírus.

    A COVID prolongada é um termo usado para descrever os efeitos do coronavírus que podem continuar por semanas ou meses após o surgimento inicial da doença.

    À medida que aparecem outros sintomas, estes pacientes relatam sentir cheiro intenso de peixe, enxofre e um odor doentio e desagradável.

    O efeito colateral incomum é conhecido como parosmia, ou seja, uma distorção do olfato, que pode estar afetando de forma desproporcionada os jovens e profissionais de saúde.

    O professor e cirurgião de otorrinolaringologia Nirmal Kumar chamou o sintoma de "muito estranho". Ainda em março o médico britânico foi um dos primeiros a identificar a anosmia – perda de cheiro – como um indicador de coronavírus.

    Ele agora descobriu que, entre os milhares de pacientes que estão sendo tratados de anosmia durante muito tempo no Reino Unido, alguns desenvolveram parosmia.

    "Esta manhã examinei dois pacientes com parosmia, um disse que sentia cheiro de peixe no lugar de qualquer outro cheiro, enquanto o outro afirmou que cheirava a queimado quando não havia fumaça por perto", contou Nirmal Kumar à agência de notícias PA, citado pelo canal Sky News.

    "Ambos são profissionais de saúde e consideramos que há um aumento da incidência entre os jovens e profissionais de saúde por causa da exposição ao vírus nos hospitais", comentou.

    Descrevendo o SARS-CoV-2 como um "vírus neurotrópico", Kumar explicou que o vírus afeta os nervos na parte superior do nariz, é como um choque para o sistema nervoso, e [devido a isso] os nervos deixam de funcionar adequadamente.

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    Tags:
    Reino Unido, COVID-19, pandemia, novo coronavírus, sintomas
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