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    Mundo enfrenta coronavírus no final de dezembro (111)
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    Linsey Marr, uma cientista norte-americana, afirma que, apesar de não poder solucionar todos os problemas relacionados ao novo coronavírus, o dispositivo reduziria a probabilidade de infecção.

    Um umidificador poderia ajudar na luta contra a propagação da COVID-19, sugere uma bióloga imunologista da Universidade Yale, EUA.

    "Quando o ar frio do ar livre com pouca umidade é aquecido dentro de casa, a umidade relativa do ar cai para cerca de 20%", disse Akiko Iwasaki, uma bióloga imunologista da Universidade Yale, no portal 40to60RH.com.

    Segundo aponta, uma umidade menor no ar suporta um ambiente mais propício ao desenvolvimento de microrganismos como vírus, algo sustentado por duas pesquisas realizadas em junho e julho de 2020, respectivamente.

    Isso acontece devido à umidade permanecer no ar durante mais tempo, aumentando a probabilidade de ser inalada e assim infectar pessoas, escreve o portal Business Insider. Além disso, as partículas do coronavírus se tornam mais estáveis a temperaturas e umidades em níveis mais baixos, em particular devido a uma camada gordurosa chamada envelope lipídico, que seca mais facilmente a temperaturas mais altas.

    "Você poderia investir em um umidificador e configurá-lo para manter a umidade acima de 40%, mas abaixo de 60% no inverno. O vírus não sobrevive tão bem a estas condições, e sua resposta imunológica funciona melhor do que quando o ar está seco", aconselha Linsey Marr, uma pesquisadora de aerossóis da Universidade Virginia Tech, EUA, em declarações à mídia.

    A médica também escreveu no 40to60RH.com uma petição à Organização Mundial da Saúde recomendando diretrizes de umidade entre 40% e 60%, que "permite que nosso nariz e nossa garganta mantenham respostas imunológicas robustas" contra muitos vírus.

    A maior resposta imunológica é permitida pelo muco nas vias aéreas corporais, que reveste cílios que "captam" bem partículas virais a níveis de umidade suficientes, conclui um estudo da cientista.

    Apesar disso, Donald Milton, professor de saúde ambiental da Universidade de Maryland, EUA, referiu à publicação Elemental em novembro que não recomenda o método por ser "uma abordagem não comprovada", com "potencial para efeitos colaterais muito ruins".

    Marr, por sua vez, apesar de defender o método, lembra que não se trata de uma panaceia.

    "As coisas mais importantes a fazer são usar uma máscara, manter a distância, garantir uma boa ventilação e/ou filtragem do ar e lavar as mãos", afirma.

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    Universidade de Maryland, Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Mundial da Saúde, EUA, Universidade de Yale, Business Insider
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