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    Cientistas israelenses realizaram um estudo em que apuraram a eficácia do uso de raios ultravioletas emitidos por lâmpadas LED para extinguir o vírus ao serem utilizados com um comprimento de onda relativamente elevado.

    Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, Israel, dizem ter descoberto como reduzir significativamente o custo da eliminação do SARS-CoV-2 com raios ultravioletas (UV), e sugerem superfícies embutidas com diodos emissores de luz (LED, na sigla em inglês) que se autodesinfectam.

    "Descobrimos que é mais fácil do que imaginávamos desinfectar o coronavírus usando luz", disse Hadas Mamane, professora e chefe do Programa de Engenharia Ambiental da Universidade de Tel Aviv, à Sputnik.

    "Descobrimos que é fácil eliminá-lo usando lâmpadas LED que irradiam luz ultravioleta", explicou a professora, sobre o estudo publicado na edição de novembro da revista Journal of Photochemistry and Photobiology B: Biology. "Mas não menos importante é o fato de matarmos o vírus usando lâmpadas LED mais baratas e acessíveis, que consomem pouca energia e não contêm mercúrio, como as lâmpadas LED que são normalmente usadas para desinfecção".

    Como funciona

    O estudo mostrou pela primeira vez, segundo Mamane, que o efeito de desinfecção desejado pode ser alcançado com um LED de maior comprimento de onda ou, em outras palavras, "menos enérgico" do que se pensava anteriormente.

    A pesquisadora indica que os LEDs suportam diferentes frequências de ondas, o que significa que o comprimento de onda da luz pode ser adaptado ao patógeno que está sendo tratado.

    A equipe determinou, após realizar testes, que um comprimento de onda de 285 nanômetros, apesar de ser muito mais acessível e econômico do que as lâmpadas de 265 nanômetros, tem quase a mesma eficiência na desinfecção do vírus, e leva menos de meio minuto para destruir mais de 99,9% do vírus.

    Além disso, o mundo dos raios UV está dividido em dois tipos de tecnologia: um trabalhando com lâmpadas de mercúrio e o outro com as lâmpadas de LED, explicou Mamane.

    "Os LEDs ainda não são mais baratos que as lâmpadas de mercúrio, mas como a tendência do mercado está progredindo, eles vão se tornar mais baratos em um futuro próximo", relatou, devido ao mercado UV estar se expandindo rapidamente em todo o mundo como um método de desinfecção de ar, água e superfícies, sem o uso de produtos químicos.

    Seria utilizado em massa no futuro

    A luz ultravioleta, usada há anos para matar bactérias e vírus por danificar principalmente seus ácidos nucléicos, ganhou novo ímpeto com a nova crise sanitária e econômica. Em países como a China, é usada para desinfectar o transporte público e hospitais com robôs que o emitem, mas ainda não está em uso difundido em todo o mundo.

    Segundo Hadas Mamane, à medida que a ciência se desenvolver, a indústria poderá permitir instalar as lâmpadas em sistemas robóticos, sistemas de ar condicionado, aspiradores e filtros de água para desinfectar com eficiência grandes superfícies e espaços.

    "Como todos estão procurando soluções eficazes para desinfectar o coronavírus, nossa pesquisa tem implicações comerciais e sociais, dada a possibilidade de utilizar este tipo de lâmpadas LED em todas as áreas de nossas vidas, com segurança e rapidez", acrescentou a cientista.

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    Tags:
    Universidade de Tel Aviv, Sputnik, Israel, China, COVID-19
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