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    Coronavírus no mundo em meados de dezembro (87)
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    Cientistas norte-americanos descobriram que a proteína S1 do coronavírus SARS-CoV-2 pode invadir o cérebro, ultrapassando a barreira hematoencefálica, o que pode ser a causa de desordem no cérebro durante a COVID-19.

    Pesquisadores norte-americanos descobriram que a proteína S1 do coronavírus pode ultrapassar a barreira hematoencefálica em ratos, segundo estudo publicado na revista científica Nature Neuroscience.

    Os autores sugerem que os resultados mostram que o vírus SARS-CoV-2, que causa a COVID-19, pode penetrar no cérebro.

    "Usualmente, o vírus faz o mesmo que sua proteína de ligação", de acordo com o chefe da pesquisa William Banks. "As proteínas de ligação, como S1, normalmente são tóxicas para o cérebro, visto que se separam do vírus, obrigam o cérebro a segregar citocinas e causam inflamação."

    A inflamação grave, causada pela infecção da COVID-19, é chamada por cientistas de tempestade de citocinas. O sistema imunológico, ao ver o vírus e suas proteínas, ativa uma reação inversa bastante aguda que causa fadiga ou outros problemas cognitivos.

    Anteriormente, a equipe de cientistas de William Banks notou a mesma reação ao vírus HIV e decidiu estudar se o mesmo processo se passaria com o vírus SARS-CoV-2.

    Os cientistas descobriram que a proteína S1 do vírus SARS-CoV-2 e proteína gp 120 do HIV-1 atuam da mesma maneira. Ambas são glicoproteínas, ou seja, que contêm oligossacarídeos.

    Os resultados dos experimentos revelaram que a proteína S1 do coronavírus penetra pela barreira hematoencefálica, o que explica complicações neurológicas da COVID-19.

    Principalmente, o vírus invade o cérebro via bulbos olfatórios, o que pode ser uma das causas do surgimento de problemas respiratórios.

    "Sabemos que durante a COVID-19 os problemas respiratórios são causados pela infecção nos pulmões, mas a causa adicional é que o vírus penetra no centro respiratório do cérebro e causa desordem lá", segundo Banks.

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    proteínas, cientistas, cérebro, novo coronavírus, COVID-19
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