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    Uma pesquisa com dados coletados pela sonda InSight permitiu aos cientistas descobrirem características surpreendentes sobre o interior do Planeta Vermelho.

    Em maio de 2018, a agência espacial norte-americana NASA enviou para Marte a sonda InSight, que tinha como objetivo coletar pistas sobre o interior do Planeta Vermelho, como os sismos e do calor que escapa do solo. Os resultados mostram que a crosta de Marte é surpreendentemente fina, o manto é mais frio do que o esperado e o enorme núcleo de ferro ainda está derretido, relata a revista Science.

    A sonda InSight detectou dois sismos, de magnitudes 3,7 e 3,3 na escala Richter, que ajudaram a resolver parcialmente o mistério sobre a crosta de Marte e o que está abaixo dela.

    Foto tirada pelo rover Curiosity na superfície de Marte
    Foto tirada pelo rover Curiosity na superfície de Marte

    Ao analisar as ondas emitidas pelos sismos, os cientistas descobriram que a espessura aproximada da crosta marciana está entre 20 quilômetros e 37 quilômetros. Isto é, inesperadamente mais fino que o do nosso planeta. Isso pode significar que Marte perdeu calor com eficiência, reciclando sua crosta inicial, em vez de apenas acumulá-la, como uma forma rudimentar de placas tectônicas.

    InSight também identificou leves oscilações na rotação do planeta, algo diretamente relacionado ao tamanho e à consistência do núcleo de ferro. Resultados preliminares confirmam que o núcleo de Marte é líquido, com um raio compatível com estimativas anteriores feitas por espaçonaves de aproximadamente 1.800 quilômetros, ou seja, mais da metade do diâmetro do planeta.

    Ondas ausentes

    Das centenas de sismos que o InSight detectou em Marte, nenhum deles produziu uma onda de superfície, e os cientistas ainda não conseguem explicar esse fato estranho.

    "Não é totalmente incomum ter tremores sem ondas de superfície, mas foi uma surpresa […]. Por exemplo, você não pode ver ondas de superfície na Lua. Mas isso é porque a Lua tem muito mais dispersão do que Marte", lê-se em comunicado da NASA.

    A agência norte-americana sugere que é possível que a falta de ondas de superfície esteja ligada a extensas fraturas nos dez quilômetros abaixo da sonda. Também poderia significar que os sismos detectados pela InSight ocorreram dentro do planeta, uma vez que não produziriam ondas de superfície fortes.

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    Tags:
    NASA, sonda espacial, Planeta Vermelho, Marte
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