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    Arqueólogos israelenses afirmaram nesta segunda-feira (14) ter descoberto uma das maiores antigas oficinas de lâmpadas a óleo em Israel.

    A oficina, de 1.700 anos, também resolve o mistério da localização perdida desde 1934 de uma cisterna onde estes artefatos já tinham sido encontrados.

    De acordo com a Autoridade de Antiguidades de Israel, no local foram desenterradas centenas de lâmpadas a óleo de cerâmica, das quais duas delas tinham o símbolo judeu do menorá (um candelabro de sete braços), bem como moldes de pedra para produção de lâmpadas, para além de figuras de cerâmica representando pessoas e animais.

    Lamparinas de cerâmica descobertas em Israel
    © AFP 2021 / Emmanuel Dunand
    Lamparinas de cerâmica descobertas em Israel

    As lâmpadas a óleo eram usadas como o principal método de iluminação nas cidades antigas, afirmam os arqueólogos ao jornal The Times of Israel.

    A história deste local é curiosa. Em 1934, um inspetor do Departamento de Antiguidades durante o Mandato Britânico descobriu uma cisterna de água no centro de Israel, a oeste de Jerusalém. Ao escavar a cisterna, ele encontrou uma enorme quantidade de lâmpadas de óleo intactas.

    Lamparinas e figuras arqueológicas de 1.700 anos encontradas em Israel
    © AFP 2021 / Emmanuel Dunand
    Lamparinas e figuras arqueológicas de 1.700 anos encontradas em Israel

    No entanto, depois disso, a localização da cisterna se perdeu, permanecendo um mistério não obstante diversos esforços para a localizar. Por isso, a descoberta atual é duplamente valiosa.

    "Estamos extremamente entusiasmados, pois esta não é apenas uma descoberta arqueológica importante por si só, mas também uma evidência tangível da história arqueológica", afirmaram os diretores da escavação, Moran Balila, Itai Aviv, Nicolas Benenstein e Omer Shalev.

    Arqueóloga israelense, Moran Balila segura figuras encontradas em área arqueológica
    © AFP 2021 / Emmanuel Dunand
    Arqueóloga israelense, Moran Balila segura figuras encontradas em área arqueológica

    Os artefatos descobertos no local mostram a história das montanhas da Judeia no período após a terceira guerra judaico-romana, destacou Benyamin Storchan da Autoridade de Antiguidades de Israel.

    Benyamin Storchan também ressaltou que as figuras descobertas no local indicam que, nos séculos seguintes, muitos pagãos se mudaram para a área.

    "Fragmentos [dos artefatos] indicam que a vida judaica ainda existia nas montanhas da Judeia, mesmo após a rebelião falhar [...] Neste período, o Cristianismo também começou a emergir e algumas das lâmpadas a óleo de Beit Nattif tinham representações de peixes, um dos símbolos do Cristianismo", explicou.

    Além disso, a descoberta prova que a população local era composta por uma mistura de pagãos, cristãos e judeus.

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    Tags:
    mistério, descoberta, Israel, arqueólogos, arqueólogo, arqueologia
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