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    Coronavírus no mundo em meados de dezembro (87)
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    Um novo estudo no Reino Unido com pacientes de COVID-19 revelou sequências genéticas que são mais comuns em pessoas que desenvolvem casos de risco de vida.

    Cientistas identificaram sequências do código genético humano, o DNA, que estão ligadas a casos graves de COVID-19. A descoberta não só ajudará a desenvolver novos medicamentos para auxiliar no tratamento do vírus SARS-CoV-2, mas também aponta para os medicamentos existentes que podem ajudar na recuperação de pacientes gravemente enfermos. Os achados foram publicados na revista científica Nature.

    "Nós descobrimos associações genéticas novas e altamente plausíveis com doenças críticas em COVID-19 […]. Algumas dessas associações levam diretamente a potenciais abordagens terapêuticas para aumentar a sinalização do interferon, antagonizar a ativação de monócitos e infiltração nos pulmões, ou direcionar especificamente as vias inflamatórias prejudiciais", lê-se no estudo da equipe internacional de pesquisadores, que é liderada pela Universidade de Edimburgo, Reino Unido.

    Análise do genoma

    Os cientistas conduziram sua pesquisa em 2.244 pacientes com COVID-19 criticamente enfermos provenientes de 208 unidades de terapia intensiva no Reino Unido. O DNA dessas pessoas foi submetido a um Estudo de Associação do Genoma Ampla (GWAS, na sigla em inglês), no qual variantes genéticas em indivíduos são analisadas para determinar se podem ser associadas a uma característica específica.

    O GWAS revelou sequências genéticas mais comuns nos pacientes com COVID-19, validadas por meio de dois estudos populacionais independentes. Em seguida, foram identificadas cinco sequências no DNA associadas a uma forma mais grave da doença.

    Imagem da estrutura de um DNA humano
    © AFP 2021 / HO
    Imagem da estrutura de um DNA humano
    "Por exemplo, o gene TYK2 está associado às respostas inflamatórias que são conhecidas por causar a 'tempestade de citocinas' que é responsável pela morte de pacientes mais jovens que contraem [esta] condição", afirma ao portal Science Alert David Strain, da Associação Médica Britânica, que não participou da pesquisa.

    "[Isso] é interessante porque existem tratamentos que podem bloquear o receptor [...] e, portanto, podem apresentar [uma] opção terapêutica no futuro (particularmente dado que os indivíduos com maior probabilidade de sofrer tempestade de citocinas estão mais abaixo na lista de prioridade para vacinações)", comenta Strain.

    O estudo tem pelo menos uma limitação significativa, o especialista observa: o grupo de controle não tinha testado positivo para COVID-19.

    "Idealmente, para diferenciar aqueles com suscetibilidade à doença grave, todos os [do grupo de] controle também teriam sido expostos ao coronavírus, e estaríamos comparando aqueles que testaram positivo, mas tinham apenas doença leve, com aqueles que foram hospitalizados", afirma Strain.

    No geral, no entanto, as descobertas do estudo sugerem que dois mecanismos biológicos estão por trás da COVID-19 severa. Nos estágios iniciais, a resposta imune inata do corpo à infecção viral, e nos estágios finais, os processos inflamatórios do corpo.

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