00:13 16 Janeiro 2021
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    A pesquisa, realizada na parte ocidental da Antártica, pode liberar segredos do passado remoto de nosso planeta.

    O deserto congelado abriga aproximadamente 5.500 pesquisadores, dedicados a estudar a história do planeta e os efeitos das mudanças do clima global. Uma vez que o gelo se forma com a acumulação anual de neve, as camada inferiores são mais antigas e suas amostras podem revelar informações sobre o passado.

    Operação de perfuração de gelo na Antártica
    Operação de perfuração de gelo na Antártica

    A proporção de diferentes isótopos de hidrogênio e oxigênio oferece informação sobre a temperatura nos tempos antigos. Já o ar preso em pequenas bolhas pode ser analisado para determinar o nível de gases atmosféricos como o dióxido de carbono.

    "O objetivo é perfurar um núcleo de gelo perto do que se considera a parte vulnerável do manto gelado, o manto da Antártica Ocidental. Olhando para a amostra, devemos ser capazes de dizer se ele desapareceu ou recuou em momentos no passado, quando o tempo era mais quente do que é agora. Esperamos, e acreditamos, que o gelo tenha cerca de 150 mil anos no fundo", afirmou o professor Eric Wolff da Universidade de Cambridge (Reino Unido), conforme cita o tabloide Express.

    O doutor Roberto Mulvaney, coordenador do Programa de Ciências da Pesquisa Britânica da Antártica, explicou como uma só amostra poderia ajudar a prever o futuro do planeta Terra.

    Polínia enorme no gelo do mar de Weddell, na costa da Antártica
    Polínia enorme no gelo do mar de Weddell, na costa da Antártica

    "Há muitas coisas que você pode medir no gelo, quase tudo o que é introduzido na atmosfera. Poluição, gases, ou coisas naturais na atmosfera, de alguma forma, se foram transportados para as regiões polares, esses registros estão disponíveis para sempre", salienta o pesquisador.

    "Porém, se recuarmos 125 mil anos, estamos em outro período quente e o clima era bastante semelhante ao de hoje, talvez um pouco mais quente", comentou Mulvaney.

    Para o pesquisador, os segredos enterrados por milênios nas camadas de gelo são análogos ao que poderemos presenciar daqui a cerca de 100 anos.

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    Tags:
    segredo, perfuração, Antártica, pesquisa, ciência, clima
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