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    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de dezembro (93)
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    Cientistas norte-americanos descobriram que a forma mais eficaz de introdução de vacina contra COVID-19 é por via intranasal, sendo muito melhor do que por injeção intramuscular, segundo novo estudo.

    Pesquisadores da Escola de Medicina de Feinberg da Universidade do Noroeste, EUA, em parceria com colegas de outros hospitais e universidades norte-americanos, compararam a eficácia e habilidade defensivas de diferentes vacinas contra coronavírus com diferentes métodos de introdução, segundo resultados da pesquisa publicados no portal de pré-impressão bioRxiv.

    Na pesquisa foi usada vacina com base em vetor recombinante de adenovírus de chimpanzé, programando proteína S estabilizada por pré-fusão (ChAd-SARS-CoV-2-S), análoga da vacina criada por cientistas da Universidade de Oxford e pela empresa farmacêutica AstraZeneca.

    Pesquisadores descobriram que em dois experimentos uma única dosagem da vacina causou resposta imune, o que pode neutralizar SARS-CoV-2.

    No entanto, introduzindo a vacina por via intranasal, ou seja, introduzida no nariz por aplicação de gotas, foi constatada uma quantidade de anticorpos seis vezes maior do que por injeção intramuscular. Os experimentos foram feitos em hamsters-sírios.

    Além disso, os hamsters vacinados por via intranasal apresentaram menos vírus vivos e vírus RNA nos pulmões e nas amostras do nariz, o que significa que tinham menos células infectadas e o nível mais baixo da expressão de genes inflamatórios nos pulmões.

    Cientistas afirmam que introdução intranasal da vacina, comparando com introdução intramuscular, protege o trato respiratório superior, garantindo uma proteção mais eficaz contra o vírus SARS-CoV-2.

    Do mesmo modo, a introdução pela cavidade nasal em forma de spray é menos invasiva do que por injeção, fornecendo também uma resposta imune adicional da membrana mucosa.

    "Em geral, nossas pesquisas em hamsters mostram que a entrega intranasal da vacina ChAd-SARS-CoV-2-S fornece melhor proteção contra infecção por coronavírus ligada ao nível baixo do vírus em pulmões, trato respiratório inferior e superior, ausência de perda de peso e diminuição de inflamação nos pulmões", segundo o artigo publicado.

    É preciso fazer testes pré-clínicos e clínicos em humanos para identificar eficácia e segurança do método intranasal de introdução da vacina, sublinharam pesquisadores.

    Atualmente, a única vacina por spray nasal é a vacina contra gripe para humanos de 2 a 50 anos.

    Tema:
    Pandemia de COVID-19 no mundo no início de dezembro (93)

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    Tags:
    pandemia, vacina, novo coronavírus, imunidade, cientistas, COVID-19
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