16:29 07 Maio 2021
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    Wadi al-Malik é o leito de um rio extinto no Sudão que é raramente explorado por arqueólogos, porém, durante uma recente escavação pesquisadores fizeram uma descoberta incrível – a mais antiga designação de uma localidade.

    Uma equipe de cientistas da Universidade de Bonn, Alemanha, decifrou quatro hieróglifos entalhados há mais de 5.000 anos em uma grande pedra e que podem ser traduzidos como "Domínio de Horus Rei Escorpião".

    O que torna esta inscrição ímpar é o símbolo circular em direção ao canto superior direito que indica que a rocha era uma marcação do território de um governante.

    Arqueólogos notam que tais inscrições em uma área remota eram incomuns para aqueles que viveram no local no quarto milênio a.C., mas isto realça o processo de colonização interna do rio Nilo.

    Inscrição em rocha exibindo quatro hieróglifos, Domínio de Horus Rei Escorpião, encontrada no leito seco do rio Wadi al-Malik a leste da cidade de Assuã
    Inscrição em rocha exibindo quatro hieróglifos, "Domínio de Horus Rei Escorpião", encontrada no leito seco do rio Wadi al-Malik a leste da cidade de Assuã
    "Este governante chamado Escorpião era uma figura proeminente na fase de surgimento do primeiro Estado territorial na história mundial", disse egiptólogo Ludwig Morenz da Universidade de Bonn.

    Segundo o pesquisador, o rei Escorpião viveu por volta de ano 3070 a.C., no entanto, a equipe ainda não determinou as datas e a duração de seu reinado, relata jornal Daily Mail.

    Há dois anos, quando a pedra foi descoberta, a equipe da Universidade de Bonn juntamente com Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito se focaram no trabalho de decifração dos desenhos antigos.

    Redesenho dos quatro hieróglifos da rocha descoberta no leito seco do rio Wadi al-Malik a leste da cidade de Assuã
    Redesenho dos quatro hieróglifos da rocha descoberta no leito seco do rio Wadi al-Malik a leste da cidade de Assuã

    No canto superior direito há um desenho circular que revela que a pedra é designação de uma localidade.

    "É precisamente por isso que a nova descoberta da inscrição na rocha é tão valiosa", explicou Morenz.

    "Apesar de sua concisão, a inscrição abre uma janela para o mundo do surgimento do Estado egípcio e da cultura associada a ele", concluiu.

    Pesquisadores enxergam a descoberta como uma oportunidade de entender melhor o importante processo de aparecimento dos primeiros Estados do mundo.

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    Tags:
    arqueólogos, escorpião, civilizações antigas, Ministério de Antiguidades do Egito, inscrição, arqueologia
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