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    A Cuvierimops penalveri, nome dado em homenagem ao paleontólogo valenciano Enrique Peñalver, é a segunda espécie de seu gênero conhecida até o momento.

    Uma equipe de paleontólogos do Museu de La Plata, Argentina, encontrou em uma província espanhola os fósseis de dez morcegos-de-cauda-livre que viveram durante o Mioceno, há aproximadamente 16 milhões de anos.

    De acordo com os pesquisadores, uma parte dos restos pertence a uma espécie anteriormente desconhecida, chamada de Cuvierimops penalveri em homenagem ao paleontólogo valenciano Enrique Peñalver. É a segunda espécie de seu gênero conhecida até o momento.

    Além disso, entre os fósseis localizados pelos cientistas argentinos estava uma espécie de Rhizomops cf. brasiliensis, que não havia sido observada anteriormente durante o Mioceno.

    Morcego (imagem referencial)
    Morcego (imagem referencial)

    Outro exemplar encontrado pertence ao gênero Chaerephon. Embora diversas espécies vivam na atualidade, jamais se haviam encontrado restos de representantes mais antigos de 12.000 anos.

    Os fósseis encontrados permitem compreender a história pouco conhecida da evolução dos morcegos, ressaltam os cientistas em um estudo publicado na revista Earth and Environmental Science.

    "A riqueza dos morcegos-de-cauda-livre registrados neste material revela a alta diversidade alcançada por este grupo no Mioceno na Europa, que em grande parte não havia sido reconhecida em resultado de que tais fósseis tipicamente estavam subrepresentados no registro fóssil", indicam os paleontólogos.

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    Tags:
    paleontologia, arqueologia, Espanha, descoberta, morcego
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