00:32 16 Janeiro 2021
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    Na terça-feira (1º), a espaçonave chinesa Chang'e-5 pousou com êxito na superfície da Lua. Ela deve recolher amostras do solo lunar como mais uma fase de um programa ambicioso, cujo objetivo final é criar uma base permanente no satélite natural.

    Zona de alta concorrência

    A última vez que os seres humanos estiveram na Lua foi 48 anos atrás. Nos últimos anos, vários países anunciaram o reinício de seus programas lunares. A Lua é um posto avançado muito mais viável do que a Terra para voos a outros planetas do Sistema Solar.

    Além disso, poderia ser fonte de minerais para produção de combustível termonuclear. No entanto, o mais importante é a possibilidade de tornar a Lua em um polígono experimental de tecnologias para deslocamento da humanidade para outros planetas.

    Base lunar futura da Rússia na imaginação do artista
    © Foto / Central Research Institute of Machine Building
    Base lunar futura da Rússia na imaginação do artista

    Mas o problema é o seguinte: todos os participantes da "corrida lunar" se dirigem para os mesmos locais e recursos, devido ao fato de que só a área do Polo Sul da Lua disponibiliza gelo necessário para geração de água, igualmente, só neste local há ausência permanente de escuridão, o que permite carregar baterias solares sem interrupções.

    Oxigênio do regolito

    Regolito é um solo lunar composto por ferro e outros elementos como silício, alumínio, manganês, cálcio e também o oxigênio. No entanto, a produção de oxigênio do regolito exige muita energia e grande quantidade de catalisadores.

    Apesar destas dificuldades, a empresa britânica Metalysis realizará seu projeto, de produção de oxigênio a partir do regolito, financiado pela Agência Espacial Europeia. Os especialistas da empresa informaram que durante experimentos na Terra eles conseguiram produzir 96% de oxigênio do solo solar artificial, tendo tornado o resto em pós de metais úteis.

    Preparo da vida na Lua

    Ao contrário da Terra, a Lua não tem atmosfera nem campo magnético, por isso, as instalações da base lunar devem proteger os habitantes dos raios cósmicos, radiação solar e chuva de meteoros.

    Primeira versão seria cobrir os abrigos construídos com uma camada do solo lunar de vários metros. Segunda solução seria instalar a base dentro de rochas, em um desfiladeiro ou em gruta. Na qualidade de um tal abrigo natural os cientistas sugeriram o túnel de lava debaixo das colinas Marius, na parte central do Mar das Tormentas. Os muros, por sua vez, seriam construídos com utilização do método de impressão 3D através de sinterização das partículas do regolito.

    Recentemente, cientistas norte-americanos da Universidade do Arizona publicaram um projeto de construção de uma base lunar de blocos fabricados por sinterização do regolito via refletor solar focado. Em dez segundos, o aparelho experimental de dez metros quadrados de superfície, construído pelos autores, queimou um buraco em uma placa de aço com seis milímetros de espessura.

    Os especialistas calcularam que em três anos se conseguiria fabricar blocos do regolito suficientes para construção de uma base de 2.000 metros quadrados de área total.

    Após isso, eles sugerem utilizar o refletor para iluminação de instalações residenciais e estufa, onde se poderia plantar verduras, couves e batatas. Sendo um ecossistema fechado, as plantas reciclariam os resíduos orgânicos e tornariam o dióxido de carbono em oxigênio para respiração dos humanos.

    Agora os astronautas da Estação Espacial Internacional já se alimentam com verduras cultivadas a bordo, cuja qualidade e conjunto de componentes benéficos não são inferiores aos da Terra, segundo cientistas.

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    Tags:
    espaço, Lua, China
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