20:52 05 Dezembro 2020
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    Os microrganismos que evoluíram há dezenas de milhões de anos em ecossistemas agora extintos podem reaparecer e interagir com o nosso meio ambiente atual "de formas completamente novas".

    Nos últimos dez anos, o ritmo de aquecimento no Ártico ultrapassou de tal maneira as projeções que os cientistas sugerem agora que os polos estejam aquecendo quatro vezes mais rápido do que o resto do planeta. Isso levou ao derretimento das geleiras e áreas de permafrost (solo permanentemente congelado formado por rochas, terra e restos de vegetação), o que não era previsto que acontecesse até 2050 ou mais tarde, aponta artigo publicado na revista Scientific American.

    O artigo indica que, na região da Sibéria e no Norte do Canadá, este degelo abrupto criou o chamado termocarste – solo onde o permafrost mais antigo e profundo é exposto ao ar quente pela primeira vez em centenas ou até mesmo milhares de anos.

    Indica-se também que as terras árticas "oferecem uma biodiversidade microbiana inexplorada", e "as suas camadas ainda podem conter micróbios congelados antigos, megafauna do Pleistoceno "incluindo vítimas de varíola ou de carbúnculo (antraz) enterradas.

    Imagem de um iceberg na região do Ártico
    © AP Photo / Brennan Linsley
    Imagem de um iceberg na região do Ártico
    À medida que o permafrost descongela com uma rapidez crescente, o desafio para os cientistas é descobrir e identificar os micróbios, bactérias e vírus que podem andar por aí. Alguns deste micróbios são conhecidos, mas têm um comportamento imprevisível após serem liberados.

    Outros micróbios são completamente desconhecidos para os cientistas e podem representar uma nova ameaça.

    Além do mais, existem novas evidências de que os genes dos organismos liberados do permafrost transitam entre ecossistemas, provocando uma reestruturação em múltiplos níveis.

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    Tags:
    Canadá, Sibéria, ecossistemas, vírus, bactérias, derretimento, oceano Ártico, aquecimento global
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