20:46 02 Dezembro 2020
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    Pandemia de COVID-19 no mundo em meados de novembro (90)
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    O diretor-geral do Centro Científico Federal de Pesquisa e Desenvolvimento de Produtos Imunobiológicos Chumakov, Aidar Ishmukhametov, contou em entrevista ao portal StopCoronavirus qual é a característica principal da vacina contra SARS-CoV-2, fabricada pelo centro.

    "Nós utilizamos coronavírus 'morto' [inativo] inteiro, ou seja, apresentamos ao organismo humano todas as peculiaridades do coronavírus, em vez de uma única proteína. O comportamento do vírus ainda não foi analisado em todos os detalhes importantes, sendo uma questão de mais de um ano. Nós sugerimos que é melhor imitar o processo natural com todas as suas especificações, em vez de com fragmentos separados", explicou o diretor-geral do Centro Chumakov.

    Uma parte dos medicamentos produzidos para prevenção de COVID-19 teve utilizado só um fragmento do vírus como antígeno, responsável pela resposta imune. A vacina do centro utiliza o vírus inteiro. A vacina do Centro Chumakov foi especialmente produzida para aniquilar atributos infecciosos, preservando a capacidade de evocar a reação imunológica.

    "Como regra, é a proteína S (ou a sequência do genoma da proteína S) que ajuda o vírus a invadir a célula. Sugere-se que, com bloqueio da atividade da proteína através de anticorpos, a vacina impediria o desenvolvimento da infecção. No entanto, SARS-CoV-2 é um alvo muito complicado, e o mecanismo de interação entre vírus e organismo humano não se limita à atividade da proteína S", adicionou o diretor-geral Ishmukhametov.

    Ishmukhametov ressaltou que, há muito tempo, vacinas de vírus inteiros inativos foram utilizadas para a prevenção de doenças virais perigosas para vida, tendo comprovado que são as mais eficazes e seguras para evitar infecções. Por conter todo o conjunto de proteínas da partícula viral, a resposta imune é mais completa.

    Agora, a vacina do centro está passando pela segunda fase de testes clínicos em voluntários de 18 a 60 anos de idade. A segunda fase deve ser concluída por volta da segunda metade de dezembro, e, com a finalização da fase atual, a organização deve enviar os documentos para registrar a vacina. Já a terceira fase é planejada para fevereiro de 2021.

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    Tags:
    Rússia, vacina, COVID-19
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