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    Com ventos supersônicos de 5.000 km/h e um oceano de magma de 100 km de profundidade, K2 141b pode dar respostas sobre os primórdios da Terra, já que planetas rochosos começaram como mundos "derretidos".

    Entre os planetas mais extremos descobertos além das bordas de nosso Sistema Solar estão os planetas de lava: mundos quentes de fogo que circulam tão perto de sua estrela hospedeira que algumas regiões são provavelmente oceanos de lava derretida.

    Esses planetas, do tamanho da Terra, estão localizados a centenas de anos-luz de nosso Sistema Solar, em um dos ciclos atmosféricos e meteorológicos mais extremos já registrados.

    O exoplaneta K2-141b é um exemplo desses "planetas de lava" e é constituído por uma superfície, um oceano e uma atmosfera de rochas. Durante pesquisa, publicada na quarta-feira (4) nos Avisos Mensais da Sociedade Astronômica Real, acadêmicos usaram simulações de computador para modelar e prever as condições meteorológicas.

    As análises demonstraram que a luz irradiada pelo seu sol, quando atinge o exoplaneta, pode chegar a uma temperatura estimada de 3.000 °C, enquanto o lado voltado para a noite atinge temperaturas de 200 °C negativos.

    Como resultado das altas temperaturas, vapores de rocha fundida, compostos principalmente por sódio, monóxido de silício e dióxido de silício, sobem para a atmosfera, onde são soprados por ventos supersônicos que excedem 5.000 quilômetros por hora em direção ao lado frio do planeta.

    Ventos supersônicos, chuvas rochosas previstas no planeta lava - o clima "rochoso" pode mudar a superfície e a atmosfera ao longo do tempo no exoplaneta K2-141b. 

    Uma vez que os gases são condensados por temperaturas extremamente baixas, eles se precipitam na forma de pedras sobre um oceano de magma de mais de 100 quilômetros de profundidade, que inicia o ciclo novamente.

    "Todos os planetas rochosos, incluindo a Terra, começaram como mundos 'derretidos', mas depois esfriaram e solidificaram rapidamente", explicou Nicolas Cowan, professor do Departamento de Ciências da Terra e Planetárias da Universidade de McGill no Canadá, conforme publicado no site da Universidade de McGill.

    "Os planetas de lava [como K2-141b] nos dão um raro vislumbre neste estágio da evolução planetária", acrescentou o professor.

    Agora, os cientistas esperam ver se suas previsões sobre o comportamento atmosférico e meteorológico do exoplaneta estão corretas e, para isso, usarão informações do telescópio espacial James Webb, que será lançado em 2021.

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    Tags:
    Sol, Terra, planeta, exoplaneta, espaço
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