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    Coronavírus e o mundo no início de novembro (39)
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    Equipe de pesquisadores britânicos descobriu células T contra o coronavírus em cada um dos 100 voluntários meio ano após infecção. A intensidade da resposta imune depende da gravidade dos sintomas, segundo estudo.

    As células T, que atuam contra o coronavírus SARS-CoV-2, permanecem no organismo de pessoas recuperadas até seis meses após a infecção, de acordo com estudo publicado no servidor de pré-impressão bioRxiv.

    A resposta imune ao coronavírus é essencial para controlar infecção primária e prevenção de reinfecção.

    Grupo de cientistas de várias universidades do Reino Unido estudou amostras de 100 voluntários que haviam contraído o vírus há meio ano, em março ou abril de 2020. As respostas imunes das células T ao coronavírus estavam presentes em todos os envolvidos, que estão caracterizados por repostas predominantes de células T CD4+, com uma forte expressão de citocinas IL-2.

    Quanto aos fatores que determinam a intensidade da reação ao vírus, os pesquisadores afirmam que a reposta imune depende da gravidade da doença de cada caso.

    "A média de resposta das células T foi 50% maior nos doadores que haviam experimentado uma infecção sintomática inicial, o que indica que a gravidade da infecção primária estabelece um ponto de referência para a imunidade celular que dura ao menos seis meses", segundo o artigo.

    Em um comentário, o professor Paul Moss, coautor do artigo, destacou que se trata do primeiro estudo, em todo o mundo, que explica a reposta imune ao SARS-CoV-2 seis meses depois da infecção entre as pessoas assintomáticas ou com doença leve ou moderada.

    "Ainda nos resta muito para entender antes de ter uma compreensão completa de como funciona a imunidade contra COVID-19", advertiu o cientista, citado em um comunicado do Consórcio de Imunologia do Coronavírus do Reino Unido (UK-CIC, na sigla em inglês).

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    Coronavírus e o mundo no início de novembro (39)

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    pandemia, imunidade, novo coronavírus, COVID-19
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