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    Desde sua descoberta em 2007, os cientistas buscam ativamente descobrir as origens dos fortes sinais de rádio vindos do espaço.

    Os astrônomos têm rastreado misteriosas e intensas explosões de energia de rádio vindas de nossa galáxia. As explosões rápidas de rádio (FRB, na sigla em inglês), que permanecem um mistério para a ciência, duram somente uma fração de segundo, mas podem ser 100 milhões de vezes mais fortes do que o Sol.

    Nesta quarta-feira (4), dados recolhidos de telescópios de todo mundo foram publicados pela Nature. A equipe internacional de cientistas utilizou observações feitas no Canadá, EUA e China, bem como a partir de órbita da Terra.

    Radar (imagem referencial)
    © CC0 / Pixabay
    Radar (imagem referencial)

    Para testar teorias de que as origens das FRB são os magnetares - estrelas com um campo magnético muito poderoso – os astrônomos tentaram posicionar a origem das explosões em diversas áreas do céu.

    Isto iria, teoricamente, permitiria aos pesquisadores associar as FRB com objetos espaciais atualmente conhecidos, além de apresentar estas explosões como um fenômeno astronômico. Este novo estudo é o primeiro a relacionar ativamente as FRB com magnetares, ou, pelo menos, é uma forte indicação de sua associação.

    "Calculamos que uma explosão tão intensa vinda de outra galáxia seria indistinguível de algumas explosões rápidas de rádio. Portanto, isto nos fortalece a teoria de que os magnetares poderiam estar por trás de, ao menos, algumas FRB", disse Pragya Chawla, coautora do estudo e estudante de doutorado do Departamento de Física da Universidade McGill (Canadá).

    Contudo, este fenômeno permanece um mistério. Mesmo que a astronomia possa provar sua origem em magnetares, ainda é preciso descobrir os mecanismos pelos quais as FRB são geradas.

    "Existe esse grande mistério sobre o que produz estas grandes explosões de energia, que, até agora, vimos atravessar metade do universo", disse Kiyoshi Masui, professor assistente de Física no MIT (EUA), que liderou a equipe que analisou o brilho das FRB.

    Em 27 de abril, astrônomos registraram pela primeira vez uma explosão rápida de rádio na Via Láctea, a mais próxima já detectada, o que significa que o mistério de sua origem poderia ser resolvido.

    Ilustração da colisão entre a Via Láctea e Andrômeda
    Ilustração da colisão entre a Via Láctea e Andrômeda

    No dia seguinte, pesquisadores usaram dois telescópios para observar a área do espaço onde primeiramente identificaram a explosão FRB 200428. O fenômeno também é o primeiro de seu tipo identificado a enviar emissões além de simples ondas de rádio.

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    Tags:
    pesquisa, astronomia, mistério, onda de rádio, ciência, espaço
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