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    Coronavírus no mundo no fim de outubro (54)
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    Uma pesquisa realizada em mais de quatro mil pessoas descobriu, assim como em outros estudos, que a idade e o número de infecções é um bom indicador da longevidade da doença, listando sintomas responsáveis.

    A COVID-19 é amplamente estudada na comunidade científica devido ao seu forte impacto no mundo, e um dos efeitos que estão sendo estudados é uma duração longa da doença, chamada COVID-19 longa. Uma pesquisa realizada pelo Colégio do Rei de Londres, Reino Unido, e publicada no servidor de pré-impressão medRxiv, examinou 4.182 pacientes com coronavírus na Suécia, Reino Unido e EUA.

    Os pesquisadores pediram aos pacientes que registrassem seus sintomas em um aplicativo. A pesquisa ainda aguarda maior revisão, mas, após quatro semanas, 558 doentes ainda não se sentiam melhor, em oito semanas, 189 pacientes ainda não tinham se recuperado, e, passadas 12 semanas, 95 pessoas ainda relatavam sintomas.

    Entre os sintomas que podem prever esse estado de infecção prolongado, a equipe de cientistas encontrou fadiga, dor de cabeça, dificuldade para respirar, voz rouca e dores musculares ou corporais. Os sintomas mais comuns foram a fadiga (98% dos pacientes) e dor de cabeça (91%).

    "Sabemos que a fadiga é um componente forte, então estou realmente feliz que sua pesquisa tenha captado isso", disse Natalie Lambert, uma professora de Medicina da Universidade de Indiana, EUA, que não estava envolvida no estudo, ao portal Business Insider.

    Além disso, cerca de dois terços relataram dores musculares ou corporais e dificuldades na respiração, e cerca de 58% disseram ter desenvolvido dor de cabeça.

    A febre também foi um elemento comum na pesquisa, mas contradiz um inquérito conduzido com quatro mil pacientes sintomáticos pelo próprio Colégio do Rei de Londres, no qual apenas 8% das pessoas relataram febre nos primeiros dez dias da doença.

    Analisando por idade, 22% dos pacientes de 70 anos sentiram sintomas a longo prazo, em comparação a 10% das pessoas de idades entre 18 e 49 anos.

    Em relação ao sexo, 15% das mulheres jovens tinham probabilidade de contrair COVID-19 longa, contra 10% dos homens jovens. Apesar do estudo não indicar o número de participantes por sexo, Lambert pondera que tal efeito pode acontecer não pelo fato de serem homens ou mulheres, mas, sim, porque mais pessoas do sexo feminino registraram suas experiências de saúde com a COVID-19 no aplicativo.

    Os pacientes que tiveram mais de cinco sintomas durante a primeira semana de sua doença tinham uma probabilidade significativamente maior de desenvolver COVID-19 longa, independentemente do sexo e da idade, de acordo com a pesquisa.

    "É importante usarmos o conhecimento que adquirimos da primeira onda da pandemia para reduzir o impacto a longo prazo da segunda", disse ao Business Insider a dra. Claire Steves, autora sênior do estudo.

    "Graças ao registro diligente de nossos colaboradores até agora, esta pesquisa já poderia abrir o caminho para estratégias preventivas e de tratamento para a COVID-19 a longo prazo."

    Tema:
    Coronavírus no mundo no fim de outubro (54)

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    Tags:
    Suécia, Universidade de Indiana, Business Insider, EUA, Reino Unido, COVID-19
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