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    Coronavírus no mundo no fim de outubro (54)
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    O declínio cognitivo depois de COVID-19 poderia afetar quociente de inteligência e envelhecimento cerebral em graus diferentes e dependendo da gravidade da doença.

    Pacientes recuperados da COVID-19 poderiam enfrentar envelhecimento cerebral de até dez anos ou experimentar uma diminuição do quociente de inteligência (QI).

    "Pessoas recuperadas do coronavírus, incluindo as que não tinham sintomas da doença, exibiam déficits cognitivos significativos quando eram controladas por idade, gênero, nível de educação, rendimento, grupo étnico-racial e desordens mentais preexistentes", de acordo com o estudo não revisado do Colégio Imperial de Londres, Reino Unido.

    Os testes cognitivos medem como o cérebro executa tarefas, tais como lembrar as palavras ou unir pontos em um quebra-cabeça. Esses testes são muito usados para medir a atividade cerebral em doenças como Alzheimer.

    Ao analisar os dados de mais de 84.000 pacientes do Reino Unido, os pesquisadores encontraram que o vírus responsável pela COVID-19 deixou "consequências cognitivas crônicas" em vários pacientes, incluindo pacientes considerados recuperados.

    O declínio cognitivo pode afetar pacientes recuperados em graus diferentes e depende da gravidade da doença. Por outro lado, por enquanto é desconhecido se o dano é permanente ou quanto poderia durar o afeito. Os casos mais graves, de pacientes que foram tratados em UTI ou precisaram de ventilação pulmonar, registraram uma queda de até 8,5 pontos do QI.

    Validade do estudo

    Cientistas que não fizeram parte da pesquisa advertem que os resultados deste estudo não deveriam ser conclusivos, em particular porque a pesquisa não registrou resultados dos testes cognitivos antes e depois da doença.

    "A função cognitiva dos participantes era desconhecida antes da COVID-19 e os resultados também não refletem uma recuperação a longo prazo, por isso qualquer efeito sobre a cognição pode ser a curto prazo", indicou à Reuters Joanna Wardlaw, professora de Neuroimagem da Universidade de Edimburgo, da Escócia.
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    Tags:
    cérebro, cientistas, novo coronavírus, COVID-19, pandemia, Reino Unido
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