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    A NASA tem como meta enviar a primeira tripulação humana para Marte em 2030, e certa inovação poderá fazer a jornada de mais de 64 milhões de quilômetros em apenas três meses, em vez de sete.

    A Ultra Safe Nuclear Technologies, uma empresa de tecnologia com sede em Seattle, EUA, está desenvolvendo um motor movido à energia nuclear, sendo considerado mais seguro e confiável do que a propulsão nuclear anterior (NTP, na sigla em inglês) e possuindo o dobro da eficiência de um foguete como uma compulsão química.

    O sistema usa um combustível especializado projetado com urânio de baixo enriquecimento e de alto desempenho que, segundo a empresa, é mais robusto do que os combustíveis nucleares convencionais, podendo operar a temperaturas mais elevadas, reporta o Daily Mail.

    Embora o conceito tenha sido criado para a NASA, a empresa observa que este pode ser utilizado por entidades comerciais para levar turistas a outros planetas na metade do tempo em princípio previsto.

    A Ultra Safe Nuclear Technologies (USN-Tech) recentemente entregou a imagem do conceito e os detalhes para a NASA, que acredita poder assumir o controle do mercado conforme os foguetes químicos atuais estão atingindo seu limite – tornando a jornada para Marte ainda mais longa do que antes.

    Michael Eades, engenheiro principal da USNC-Tech, garantiu querer "liderar o esforço para abrir novas fronteiras no espaço e fazê-lo com rapidez e segurança", e ressaltou que o seu "motor maximiza o uso de tecnologia comprovada, elimina modos de falha de conceitos NTP anteriores e tem um impulso específico superior ao dobro do dos sistemas químicos". 

    Visão em alta resolução de um recente aglomerado de crateras em Marte, identificado pela inteligência artificial
    Visão em alta resolução de um recente aglomerado de crateras em Marte, identificado pela inteligência artificial

    O que parece separar a USN-Tech do resto é o uso pela empresa de um combustível totalmente cerâmico microencapsulado (FCM, na sigla em inglês) para o reator.

    A USNC-Tech também observa que o combustível FCM aproveita cadeias de suprimentos e instalações de fabricação pré-existentes usadas por desenvolvedores de reatores nucleares terrestres, reduzindo os riscos de produção e permitindo o envolvimento sustentável da indústria.

    Dr. Paolo Venneri, presidente-executivo da USNC-Tech, disse que "a chave para o design da USNC-Tech é uma sobreposição consciente entre as tecnologias de reator terrestre e espacial", o que permite "alavancar os avanços em tecnologia nuclear e infraestrutura de sistemas terrestres e aplicá-los aos nossos reatores espaciais".

    A NASA ainda não definiu uma data para a primeira missão humana a Marte, mas as empresas já se encontram trabalhando para quando o lançamento eventualmente ocorrer.

    O administrador da NASA, Jim Bridenstein, compartilhou em uma postagem no blog oficial da NASA, em julho: "Estamos planejando nossa primeira viagem de ida e volta a Marte há mais de dois anos, usando sistemas de propulsão avançados para permitir uma viagem mais rápida e, ao mesmo tempo, limitar a exposição à radiação de nossos astronautas e outros riscos de missão. Nossa janela de lançamento preferida dará à tripulação cerca de 30 dias na superfície marciana, o que é bastante tempo para procurar vida em outro mundo."

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    Tags:
    astronomia, motor, energia nuclear, NASA, Marte
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