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    Paciente apresentava uma condição rara não diagnosticada e o exame que recebeu pode ter sido realizado de forma inadequada, dizem autores de estudo sobre o caso.

    Uma mulher norte-americana teve um vazamento de fluido cerebral após fazer um teste RT-PCR, que utiliza um swab (haste semelhante a cotonete) nasal para detectar a presença do novo coronavírus. A paciente sofre de encefalocele, uma doença em que os ossos do crânio não fecham por completo, o transformou um simples teste em um risco de vida, afirmam à agência AFP os autores de um estudo sobre o caso que foi publicado na quinta-feira (1º) na revista científica JAMA Otolaryngology Head & Neck Surgery.

    "Isso ressalta a necessidade de treinamento adequado de quem realiza o teste e a necessidade de vigilância após a realização do teste", afirma o especialista em ouvido, nariz e garganta Dennis Kraus, do Hospital Lenox Hill em Nova York, EUA, citado pela agência. Os autores do estudo também reforçaram que os profissionais de saúde devem ter o cuidado de seguir de perto os protocolos de teste.

    Funcionário de saúde usando um swab (cotonete nasal) em um paciente durante teste de coronavírus, perto da prefeitura de Paris, França, 2 de setembro de 2020
    © REUTERS / Christian Hartmann
    Teste de coronavírus

    Caso raro

    "Ela havia sido testada anteriormente para outro procedimento, mesmo lado, sem problemas. Ela sentiu que talvez o segundo teste não estivesse usando a melhor técnica e que a entrada estava um pouco alta", afirmou Jarrett Walsh, principal autor do estudo.

    A mulher havia sido tratada anos antes para hipertensão intracraniana, o que significava que a pressão do líquido cefalorraquidiano, que protege e nutre o cérebro, era muito alta. Na altura, médicos da época conseguiram drenar parte do fluido e a condição foi resolvida.

    Mas isso fez com que a paciente desenvolvesse encefalocele. Isso passou despercebido até que antigos exames foram analisados ​​por seus novos médicos, que realizaram uma cirurgia para reparar o problema. Desde então, ela se recuperou totalmente.

    Se o problema não tivesse sido tratado, ela poderia ter desenvolvido uma infecção cerebral potencialmente fatal, causada por uma bactéria que sobe pelo nariz. Ou o ar poderia ter entrado no crânio e colocado pressão excessiva no cérebro.

    Walsh ressaltou que embora esta seja uma ocorrência muito rara, é um lembrete da necessidade de treinamento de alta qualidade, visto que centenas de milhões de testes serão realizados antes que a pandemia termine.
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    COVID-19 no mundo no início de outubro (66)

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    Tags:
    testes, EUA, COVID-19, novo coronavírus
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