06:00 25 Outubro 2020
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    Coronavírus no mundo no fim de setembro (49)
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    Os medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina tiveram muito destaque na mídia nos últimos meses após serem citados, inclusive por lideranças políticas, como uma opção de tratamento para combater a COVID-19.

    Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, Israel, analisaram dados do Sistema de Notificações de Eventos Adversos da Administração de Controle de Alimentos e Drogas dos EUA, um banco de dados global de relatórios de segurança pós-comercialização, para verificar os efeitos dos medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina, usados normalmente contra a malária.

    Os cientistas observaram que ambos os remédios estão associados a taxas mais altas de vários problemas cardiovasculares, incluindo eventos de arritmia cardíaca com risco de vida, insuficiência cardíaca e danos ao próprio músculo cardíaco.

    "Além disso, mostramos como esses eventos adversos carregam altos riscos para resultados graves, incluindo morte, mesmo com doses padrões dos medicamentos", afirma ao portal EurekAlert Elad Maor, um dos autores do estudo, que foi publicado na terça-feira (22) na revista científica British Journal of Clinical Pharmacology.

    "A mensagem principal do nosso trabalho é que os médicos em todo o mundo devem ser cuidadosos ao prescrever esses medicamentos para indicações que não estão no rótulo, especialmente para pacientes com doenças cardíacas", conclui Maor.

    COVID-19 e cloroquina

    Desde o começo da pandemia do novo coronavírus, o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foram entusiastas do uso dos medicamentos hidroxicloroquina e cloroquina contra a COVID-19.

    Recentemente, o número de mortes causadas pela COVID-19 nos EUA chegou a 200 mil, enquanto o Brasil se aproxima dos 140 mil mortos.

    Tema:
    Coronavírus no mundo no fim de setembro (49)

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    Tags:
    EUA, Brasil, Israel, novo coronavírus, coração, Hidroxicloroquina
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