09:06 30 Outubro 2020
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    Especialistas em arqueologia desvendaram e comentam como antigas pandemias costumavam se espalhar, em uma pesquisa com profundas implicações atuais.

    Arqueólogos revelaram ao tabloide Express como doenças infecciosas, como a bouba, costumavam se espalhar pelo mundo, salientando a ameaça de vírus tais como o responsável pela COVID-19. A bouba é capaz de causar lesões altamente infecciosas na pele, assim como afetar cartilagens e ossos.

    Esta doença se espalha através do contato e pode fazer com que seus portadores fiquem severa e irreversivelmente desfigurados.

    Contudo, ainda que a doença não represente mais uma preocupação médica na maior parte do mundo, ela continua presente no Pacífico Ocidental, afetando milhares de pessoas.

    A cientista e candidata a doutorado da Universidade de Otago (Nova Zelândia) Melandri Vlok incorporou evidências arqueológicas para demonstrar como doenças se espalharam quando diferentes populações se encontraram pela primeira vez.

    Ao analisar esqueletos de diversas regiões, a supervisora de Vlok, professora Hallie Buckley, viu o que poderia ser bouba em um dos objetos estudados de Manc Bac, no Vietnã. Mais tarde, Vlok descobriu um segundo exemplo da doença.

    Depósito de esqueletos em cripta do castelo gótico de Sieldce, República Tcheca
    © Sputnik / Svetlana Schwarz
    Depósito de esqueletos em cripta do castelo gótico de Sieldce, República Tcheca

    A descoberta se provou significativa, visto que o sítio arqueológico, onde o esqueleto foi encontrado, possuía aproximadamente quatro mil anos.

    Trata-se da primeira evidência do tipo na Ásia que, segundo sugere a pesquisadora, teria sido introduzida ao atual Vietnã por agricultores que viajaram da China.

    Além disso, o período pelo qual a doença esteve presente na região explica a dificuldade para que fosse erradicada. "Isto é importante, porque ao saber mais sobre esta doença e sua evolução, isso muda a forma como entendemos a relação que pessoas tinham com isto", comentou a pesquisadora.

    "Isso nos ajuda a entender porque [a doença] é tão difícil de erradicar", acrescenta Vlok.

    De acordo com a cientista, "isto é uma lição do que doenças infecciosas podem fazer a uma população se você as deixar se espalhar amplamente".

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    Tags:
    pesquisa, infecção, vírus, pandemia
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