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    COVID-19 no mundo em meados de setembro (32)
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    Testes da vacina britânica foram suspensos depois que mulher de 37 anos teve sintomas condizentes com mielite transversa, uma doença neurológica rara, que causa inflamação na medula espinhal.

    Uma britânica que participava dos testes da vacina contra o novo coronavírus da farmacêutica AstraZeneca e da Universidade de Oxford, Reino Unido, foi diagnosticada com um distúrbio neurológico semanas após a segunda dose de inoculação, mostram documentos internos da empresa obtidos pelo canal de televisão CNN.

    A voluntária é uma mulher inglesa de 37 anos, previamente saudável. Em 3 de setembro, 13 dias após receber a segunda dose da vacina, a voluntária apresentou sintomas como dificuldade para caminhar, dores nos braços e fraqueza. A primeira dose da vacina havia sido administrada dois meses e meio antes.

    Logo da empresa britânica AstraZeneca, em Macclesfield, Reino Unido, 19 de maio de 2014 (foto de arquivo)
    © REUTERS / Phil Noble
    Logo da empresa britânica AstraZeneca, em Macclesfield, Reino Unido, 19 de maio de 2014 (foto de arquivo)
    Em 5 de setembro, a voluntária foi internada. Os médicos a diagnosticaram com um caso de mielite transversa, uma inflamação na medula espinhal que pode causar paralisia, dor e fraqueza nos músculos.

    A AstraZeneca anteriormente havia rejeitado os relatos sobre a paciente britânica que surgiram na imprensa. No entanto, o próprio relatório interno da empresa, conhecido como relatório suspeita de reação adversa séria ou inesperada, descreve o diagnóstico como confirmado em duas ocasiões.

    Retomada dos testes

    Os ensaios da vacina contra a COVID-19 da AstraZeneca, AZD1222 foram retomados em 12 de setembro depois de obter autorização dos reguladores britânicos.

    A vacina da AstraZeneca entrou em sua terceira fase de ensaios nos EUA em agosto. Os testes das duas primeiras fases decorreram no Reino Unido, Brasil e África do Sul.

    De acordo com a Universidade de Oxford, que lidera o braço britânico dos testes, cerca de 18 mil voluntários em todo o mundo receberam a vacina. Até o momento, nenhum outro participante do estudo experimentou reações adversas semelhantes.

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    Tags:
    novo coronavírus, COVID-19, vacina, Universidade de Oxford, Reino Unido
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