15:53 20 Setembro 2020
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    A equipe de pesquisadores internacionais estudou 29 espécies diferentes da família Balitoridae, encontrando em dez delas semelhanças com a única espécie conhecida até agora com a capacidade de andar.

    Uma pesquisa composta por uma equipe internacional de pesquisadores do Museu de História Natural da Flórida, Instituto de Tecnologia de Nova Jersey, Universidade Estadual da Louisiana, todas dos EUA, e a Universidade Maejo, Tailândia, que utilizou tomografia computadorizada e análise de DNA para estudar a estrutura óssea de 29 espécies diferentes da família Balitoridae, descobriu pelo menos 11 espécies de peixe que podem andar em terra.

    Está tudo nas ancas: os cientistas usaram tomografias computadorizadas e uma nova árvore genealógica dos Balitoridae para identificar as espécies que compartilham a forma pélvica incomum do peixe, fornecendo pistas sobre a evolução dos primeiros vertebrados terrestres.

    No total, é estimado que existam mais de 30 mil espécies de peixe em todo o mundo.

    Até agora era conhecida uma espécie de peixe que conseguia se movimentar fora d'água, a cega Cryptotora thamicola, descrita pela primeira vez em 1988, cujas costelas avultadas e músculos estabilizadores ajudam as barbatanas a se deslocar na terra como uma salamandra. Os especialistas creem que evoluiu essa capacidade tentando atravessar riachos rápidos de cavernas. O estudo encontrou outras dez espécies com essa capacidade.

    Caminhe por aqui! O peixe Balitoridae da Tailândia é famoso por ser capaz de caminhar com uma marcha parecida com uma salamandra. Um novo estudo identifica dez outras espécies de peixes que podem fazer o mesmo, com base em suas estruturas ósseas semelhantes.

    Os pesquisadores encontraram evidências de que as habilidades haviam sido transmitidas geneticamente, e foram compartilhadas com outros membros da família Balitoridae, sem terem evoluído em uma única fonte. O estudo foi publicado na revista Journal of Morphology.

    "Os peixes normalmente não têm nenhuma conexão entre sua coluna vertebral e a barbatana pélvica", informou em comunicado o biólogo e coautor do estudo Zachary Randall, do Museu de História Natural da Flórida.

    A chave é a cintura pélvica, que liga a coluna vertebral e a barbatana pélvica, partilhada pelas espécies estudadas, bem como pelas dez que compartilham a mesma conexão óssea que a Cryptotora thamicola.

    "O resultado [do estudo] é uma compreensão muito melhor da evolução de um evento extremamente incomum: a capacidade de um peixe de andar em terra", concluiu Lawrence Page, curador de peixes do Museu da Flórida e um dos autores principais da pesquisa.

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    Tags:
    Tailândia, EUA
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