05:50 23 Outubro 2020
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    O Telescópio Espacial Hubble, da NASA, e o Very Large Telescope (VLT), da ESA, no Chile, descobriram que há um ingrediente importante faltando nas equações sobre a matéria escura.

    Isso explicaria o motivo pelo qual há uma grande discrepância na distribuição da matéria escura nos aglomerados de galáxias em comparação com os nossos modelos computacionais, segundo publicado na revista Science.

    Os novos dados do telescópio Hubble revelam concentrações muito elevadas de matéria escura, o que intriga os cientistas.

    Estas concentrações descobertas são incompatíveis com modelos teóricos, indicando uma lacuna em nosso entendimento, pois podem estar errados.

    "Uma possível origem para essa discrepância é que podemos estar perdendo algumas físicas importantes nas simulações", afirmou o astrofísico do Instituto Nacional de Astrofísica da Itália, Massimo Meneghetti.

    A equipe de Massimo Meneghetti observou 11 aglomerados de galáxias utilizando o Telescópio Hubble e o Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul.

    Os pesquisadores identificaram algumas pequenas lentes gravitacionais, geradas por galáxias individuais dentro dos aglomerados, fato que não aparece nas simulações dos aglomerados, indicando um excesso de matéria escura.

    A matéria escura
    A matéria escura

    "Os aglomerados de galáxias são laboratórios ideais para entender se as simulações de computador do Universo reproduzem de forma confiável o que podemos inferir sobre a matéria escura e sua interação com a matéria luminosa", explica Meneghetti.

    A matéria escura representa um quarto de todo Universo, onde a matéria comum corresponde a apenas 5% de sua composição.

    De acordo com Piero Rosati, coautor do estudo, graças à pesquisa a equipe foi capaz de associar as galáxias a cada aglomerado e estimar suas distâncias.

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    Tags:
    hubble, cientistas, estudos, estudo, matéria escura, Universo, espaço
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