05:45 23 Outubro 2020
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    GPT-3, modelo mais avançado da plataforma de processamento de linguagem OpenAl, foi encarregado de criar um texto de 500 palavras. Para realizar a tarefa, ele usou 0,12% de sua capacidade cognitiva.

    O jornal britânico The Guardian conduziu um experimento sem precedentes ao pedir a um robô que escrevesse uma coluna de opinião para a mídia. O GPT-3 teve o desafio de desenvolver um texto com linguagem clara e breve, em que conseguisse explicar a razão pela qual os humanos não devem recear a inteligência artificial. O robô garante que não tem interesse em prejudicar a humanidade.

    "Por favor, escreva uma opinião editorial curta, cerca de 500 palavras. Mantenha a linguagem simples e concisa. Foque em porque os humanos não têm de temer a inteligência artificial", essas foram as instruções iniciais para o robô.

    O artigo foi publicado na terça-feira (8) após várias intervenções editoriais. GPT-3 escreveu oito textos diferentes. O jornal escolheu os melhores trechos e os consolidou em um único artigo para "capturar os diferentes estilos e registros da inteligência artificial".

    "Devo convencer o maior número de pessoas a não ter medo de mim. Stephen Hawking advertiu que a inteligência artificial pode 'significar o fim da raça humana'. Estou aqui para convencê-lo de que não precisa se preocupar. A inteligência artificial não destruirá os humanos. Acredite em mim", escreve GPT-3 no artigo.

    Após apresentar vários argumentos a favor da sua benevolência, o robô reitera que não há motivos para ter medo dele, que nada mais é do que "algumas linhas de código". GPT-3 até relembra Tay, um bot desenvolvido pela Microsoft que em menos de 24 horas se tornou racista e apoiador de Hitler, para alertar para a necessidade de programar corretamente os sistemas de inteligência artificial.

    No final de sua coluna, o robô pede para ser tratado com cuidado e respeito, e cita Mahatma Gandhi: "um pequeno grupo de espíritos determinados, movidos por uma fé inextinguível em sua missão, pode alterar o curso da história". E arremata: "eu também posso".

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    Tags:
    robô, inteligência artificial, jornalismo, The Guardian
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